{"id":32836,"date":"2013-08-26T13:09:48","date_gmt":"2013-08-26T13:09:48","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"biologo-encontra-vestigios-da-amazonia-mineira-32836","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/biologo-encontra-vestigios-da-amazonia-mineira-32836\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3logo encontra vest\u00edgios da \u2018Amaz\u00f4nia mineira\u2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not130826folhaa-310x220.jpg\" \/><br \/>Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Instituto de Geoci\u00eancias (IG), analisou f\u00f3sseis de plantas que existiram no centro-sul do Estado, para reconstruir como era o clima da regi\u00e3o h\u00e1 cerca de 30 milh\u00f5es de anos. Pois a \u201cAmaz\u00f4nia mineira\u201d que existiu ali, que n\u00e3o \u00e9 a floresta Amaz\u00f4nica de hoje, mas uma ancestral da Mata Atl\u00e2ntica, pode ter registrado temperatura m\u00e9dia anual de at\u00e9 28\u00ba C e grande concentra\u00e7\u00e3o de chuvas.  A constata\u00e7\u00e3o faz parte da tese de doutorado do bi\u00f3logo Jean Carlo Mari Fanton, realizada na \u00e1rea de paleobot\u00e2nica sob a orienta\u00e7\u00e3o da professora Fresia Soledad Ricardi Torres Branco, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp, com financiamento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). Paleobot\u00e2nica \u00e9 uma das subdivis\u00f5es da paleontologia, voltada ao estudo dos f\u00f3sseis de plantas.  Durante a pesquisa, foram analisados 64 f\u00f3sseis de folhas de 25 tipos diferentes de plantas angiospermas (plantas com sementes protegidas por frutos) da regi\u00e3o das bacias de Gandarela e Fonseca (veja mapa nesta p\u00e1gina), entre as cidades de Ouro Preto, Mariana e Belo Horizonte, perto da Serra do Cara\u00e7a. O material faz parte dos acervos do Museu de Ci\u00eancias da Terra, do Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM-RJ), e do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mas tamb\u00e9m foram realizadas novas coletas de f\u00f3sseis na regi\u00e3o estudada. As an\u00e1lises foram realizadas com o apoio de equipamentos do IG, em Campinas.  Trata-se de uma regi\u00e3o com potencial paleontol\u00f3gico e ainda pouco estudada, explica o autor, ao justificar a escolha da \u00e1rea para o trabalho de doutorado. As folhas f\u00f3sseis ficaram preservadas em dep\u00f3sitos de rios e lagos, resultado de um processo especial e natural de preserva\u00e7\u00e3o que s\u00f3 ocorre sob determinadas condi\u00e7\u00f5es. Durante as d\u00e9cadas de 30, 60 e 90, foram realizados trabalhos nessa localidade, o que resultou na coleta dos principais f\u00f3sseis considerados para a pesquisa. \u201cEsse tipo de estudo \u00e9 importante para conseguir entender o nosso clima de hoje em dia e tentar fazer previs\u00f5es, cen\u00e1rios futuros, sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Esta discuss\u00e3o \u00e9 pertinente pois a humanidade est\u00e1 queimando combust\u00edveis f\u00f3sseis em um ritmo acelerado, sem conhecer muito bem as consequ\u00eancias deste aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera. Fazemos isso por nossa pr\u00f3pria conta e risco.\u201d  O bi\u00f3logo escolheu estudar as angiospermas porque \u201cv\u00e1rias fam\u00edlias deste grupo est\u00e3o associadas a condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, tornando-as bons indicadores clim\u00e1ticos, como \u00e9 o caso das fam\u00edlias tropicais\u201d. As angiospermas formam hoje o maior grupo de plantas, com mais de 250 mil esp\u00e9cies estimadas, vivendo em todos os tipos de ambientes. Mas a sua maior diversidade \u00e9 encontrada justamente nas florestas da regi\u00e3o tropical.Fonte: Ci\u00eancia em pauta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para quem conhece o interior \u201cmontanhoso\u201d de Minas Gerais, onde a temperatura \u00e9 amena, fica dif\u00edcil imaginar uma floresta quente e \u00famida ali, com caracter\u00edsticas parecidas \u00e0s da Amaz\u00f4nia ou da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32836","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32836"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32836\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}