{"id":32860,"date":"2013-09-04T16:42:19","date_gmt":"2013-09-04T16:42:19","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"mais-de-1-milhao-de-hectares-da-floresta-amazonica-vao-ser-exploradas-por-madeireiras-32860","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/mais-de-1-milhao-de-hectares-da-floresta-amazonica-vao-ser-exploradas-por-madeireiras-32860\/","title":{"rendered":"Mais de 1 milh\u00e3o de hectares da Floresta Amaz\u00f4nica v\u00e3o ser exploradas por madeireiras"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1309041378231237173.jpg\" \/><br \/>Tamb\u00e9m est\u00e3o abertos os editais das florestais nacionais do Crepori e do Amana, ambas no Par\u00e1, que somam 740 mil hectares. Um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial. As \u00e1reas abertas para explora\u00e7\u00e3o madeireira localizam-se na regi\u00e3o de influ\u00eancia da BR-163 (Cuiab\u00e1-Santar\u00e9m) e est\u00e3o sob press\u00e3o do desmatamento.  \u00a0Par\u00e1 e Amazonas lideram \u00edndice de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal  Carga tribut\u00e1ria da madeira explorada na Amaz\u00f4nia \u00e9 de 32%  O objetivo das concess\u00f5es \u00e9 ordenar a atividade madeireira e promover uma economia florestal de base sustent\u00e1vel, com madeira legal, de origem rastreada, aumentar a oferta de empregos e elevar a renda e a arrecada\u00e7\u00e3o regionais. \u201cA pol\u00edtica de concess\u00e3o florestal traz a presen\u00e7a forte do Estado para \u00e1reas que ainda s\u00e3o remotas. Para que haja uma atividade de base florestal na Amaz\u00f4nia, \u00e9 preciso tratar da quest\u00e3o da regularidade fundi\u00e1ria, que \u00e9 um ponto cr\u00edtico\u201d, disse o diretor de Concess\u00e3o Florestal e Monitoramento do SFB, Marcus Vinicius Alves.\u00a0\u201cO processo de desordenamento territorial, que gera grilagem e desmatamento, est\u00e1 associado \u00e0 falta de gerenciamento dessas \u00e1reas. Como o governo \u00e9 o maior detentor de terras na Amaz\u00f4nia, cabe a ele gerir essas \u00e1reas. E a melhor gest\u00e3o para uma floresta \u00e9 pelo manejo florestal. O governo faz isso por meio de terceiros pela via da concess\u00e3o\u201d, explicou  Alves.\u00a0Para que se tornem concession\u00e1rios, os empres\u00e1rios t\u00eam de participar de uma concorr\u00eancia p\u00fablica que inclui as propostas t\u00e9cnica e do pre\u00e7o a ser pago pelo metro c\u00fabico de madeira retirada. A proposta t\u00e9cnica \u00e9 composta por crit\u00e9rios como a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema de gest\u00e3o e desempenho de qualidade das opera\u00e7\u00f5es florestais, o grau de processamento local do produto, o uso de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e os investimentos para a comunidade local. Os contratos de concess\u00e3o em terras p\u00fablicas da Uni\u00e3o t\u00eam validade de 40 anos.  Os maiores desafios nos processos de licita\u00e7\u00e3o s\u00e3o problemas com documentos, dificuldade dos madeireiros de se desvincular das pr\u00e1ticas il\u00edcitas e incapacidade t\u00e9cnica e gerencial para contratar com o governo federal. \u201cExiste uma resist\u00eancia de parcela razo\u00e1vel do setor madeireiro em se legalizar porque a legaliza\u00e7\u00e3o implica uma s\u00e9rie de compromissos.\u00a0Uma empresa, para ser concession\u00e1ria, precisa estar regular com a Receita Federal e a Estadual, com a Delegacia Regional do Trabalho, com a Justi\u00e7a\u201d, disse Alves.  Atualmente, o SFB tem 200 mil hectares sob concess\u00e3o florestal. As concess\u00f5es das florestas nacionais do Jamari, em Rond\u00f4nia, e de Sarac\u00e1-Taquera, no Par\u00e1, j\u00e1 est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o. Os contratos da Floresta Nacional de Jacund\u00e1, tamb\u00e9m em Rond\u00f4nia, foram assinados, mas ainda est\u00e3o na fase de implanta\u00e7\u00e3o, em que os concession\u00e1rios fazem invent\u00e1rio florestal e plano de manejo. At\u00e9 o ano passado, 85 mil metros c\u00fabicos foram extra\u00eddos e R$ 5,5 milh\u00f5es pagos pela madeira ao governo federal.    Extra\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel A extra\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da madeira prev\u00ea que se corte uma m\u00e9dia de cinco \u00e1rvores das cerca de 500 \u00e1rvores que existem em um hectare. Como o ciclo de corte tem dura\u00e7\u00e3o entre 25 e 30 anos, apenas depois desse per\u00edodo as toras poder\u00e3o ser extra\u00eddas no mesmo local. As esp\u00e9cies mais comuns s\u00e3o ma\u00e7aranduba, jatob\u00e1, muiracatiara-rajada, angelim-vermelho e roxinho. Os concession\u00e1rios arcam com os custos de opera\u00e7\u00e3o com equipamentos e com a manuten\u00e7\u00e3o de estradas, por exemplo. A Amata \u00e9 uma das empresas concession\u00e1rias que atuam na Floresta Nacional de Jamari, em uma \u00e1rea de 46 mil hectares, com produ\u00e7\u00e3o anual de 20 mil metros c\u00fabicos de tora. Segundo o presidente da empresa, Roberto Waack, o investimento tem girado em torno de R$ 2 milh\u00f5es a R$ 3 milh\u00f5es por ano nos \u00faltimos tr\u00eas anos. A Amata atua em toda a cadeia da madeira \u2013 da produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o.  \u201cAcreditamos no retorno do investimento no m\u00e9dio e longo prazos, especialmente se as condi\u00e7\u00f5es de mercado forem mais justas. Enquanto o setor continuar competindo com a madeira ilegal, ter\u00e1 retornos baixos,\u201d disse Waack. A Amata exporta entre 60% e 70% do que produz e gera 100 empregos diretos e indiretos na concess\u00e3o.  Apesar do pouco tempo de implanta\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es \u2013 tr\u00eas anos \u2013, o balan\u00e7o do SFB \u00e9 positivo. Observou-se uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de invas\u00f5es florestais e do desmatamento nessas regi\u00f5es. \u201cH\u00e1 pessoas operando e tomando conta dessas \u00e1reas. Temos que fazer da floresta um ativo que gere emprego e renda para as sociedades locais\u201d, ressaltou Marcus Vinicius Alves. Fonte: Portal Amaz\u00f4nia.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 1 milh\u00e3o de hectares na Floresta Amaz\u00f4nica poder\u00e3o ser explorados por madeireiras a partir de 2014. O Servi\u00e7o Florestal Brasileiro (SFB) lan\u00e7ou, na semana passada, o terceiro edital de concess\u00e3o florestal, na Floresta Nacional de Altamira, no Par\u00e1, com \u00e1rea de 360 mil hectares, para a explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de madeira tropical.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32860","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32860"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32860\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}