{"id":32863,"date":"2013-09-09T15:13:41","date_gmt":"2013-09-09T15:13:41","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"sumico-de-abelhas-derruba-exportacoes-de-mel-do-brasil-32863","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/sumico-de-abelhas-derruba-exportacoes-de-mel-do-brasil-32863\/","title":{"rendered":"Sumi\u00e7o de abelhas derruba exporta\u00e7\u00f5es de mel do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not130909abelh1-310x220.jpg\" \/><br \/>Em 2012, alguns Estados registraram queda de 90% na produ\u00e7\u00e3o e o abandono de colmeias chegou a 60%. \u201cA queda no Nordeste reflete diretamente nas exporta\u00e7\u00f5es nacionais de mel. A regi\u00e3o \u00e9 uma das maiores produtoras e exportadoras do pa\u00eds\u201d explica Maria de F\u00e1tima Vidal, coordenadora de estudos e pesquisas do Escrit\u00f3rio T\u00e9cnico de Estudos Econ\u00f4micos do Nordeste (Etene). Cerca de 46 mil pequenos apicultores em nove estados nordestinos vivem da atividade e, juntos, respondem por 40% da produ\u00e7\u00e3o de mel no pa\u00eds \u2013 em \u00e9pocas com \u00edndice normal de chuva. Por tr\u00e1s do sumi\u00e7o das abelhas est\u00e1 a seca que atinge a regi\u00e3o h\u00e1 pelo menos 24 meses.  Al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, bact\u00e9rias e uso de agrot\u00f3xicos s\u00e3o citados como causas da mortalidade das abelhas no Brasil. Mas a falta de documenta\u00e7\u00e3o sobre o desaparecimento de enxames dificulta o trabalho de controle e monitoramento da situa\u00e7\u00e3o. O Banco do Nordeste prev\u00ea que o problema n\u00e3o deve melhorar at\u00e9 2015. Neste ano, as perspectivas de pouca chuva est\u00e3o se confirmando e, para o pr\u00f3ximo, mesmo que haja precipita\u00e7\u00e3o normal, a recupera\u00e7\u00e3o das colmeias deve ser lenta. \u201cIsso ocorre porque o per\u00edodo de chuvas no Nordeste \u00e9 curto sendo que, quando ocorrem as floradas, os novos enxames primeiro puxam cera e fortalecem as fam\u00edlias e, somente depois, no final do per\u00edodo chuvoso, \u00e9 que come\u00e7am a produzir mel\u201d, afirma Vidal, em artigo assinado pela Etene, \u00f3rg\u00e3o do Banco do Nordeste.  SANTA CATARINA BATE RECORDE Os produtores de Santa Catarina tamb\u00e9m sofreram com o desaparecimento dos insetos. Em 2011, pior ano, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria e Extens\u00e3o Rural de Santa Catarina (Epagri), o Estado produziu cerca de 4 mil toneladas, enquanto a m\u00e9dia anual \u00e9 de 6 mil. \u201cMuitas fam\u00edlias deixaram a apicultura\u201d, lembra Walter Miguel, engenheiro gerente do Centro de Desenvolvimento Ap\u00edcola da Epagri.  Cerca de 30 mil fam\u00edlias atuam na atividade no Estado do Sul e s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 300 mil colmeias. Em 2011, o desaparecimento de abelhas chegou a quase 100% em algumas regi\u00f5es. A flora\u00e7\u00e3o de culturas como ma\u00e7\u00e3 e pera foi prejudicada por causa da aus\u00eancia das abelhas. \u201cEstima-se que mais de 10% da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria tenha sido comprometida pela falta das polinizadoras\u201d, destaca Miguel. Nessa parte do Brasil, o frio foi um dos principais motivos que ocasionou o sumi\u00e7o dos insetos.  Ap\u00f3s a\u00e7\u00f5es de manejo e orienta\u00e7\u00e3o dos apicultores, as abelhas retornaram e a produ\u00e7\u00e3o bateu recorde na \u00faltima safra: 7 mil toneladas. Al\u00e9m do frio intenso, doen\u00e7as, manejo inadequado e uso de agrot\u00f3xicos contribu\u00edram para a queda da produtividade e sumi\u00e7o dos insetos. Situa\u00e7\u00e3o que preocupa pesquisadores, entidades governamentais e apicultores de todo o Brasil.    Fonte: Ci\u00eancia em Pauta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil caiu da 5\u00aa para a 10\u00aa coloca\u00e7\u00e3o mundial em exporta\u00e7\u00e3o de mel nos \u00faltimos dois anos. O motivo foi o abandono das colmeias na regi\u00e3o produtora mais importante do pa\u00eds, o Nordeste.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32863"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32863\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}