{"id":32884,"date":"2013-09-17T15:05:22","date_gmt":"2013-09-17T15:05:22","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"pesquisadores-da-ufscar-desenvolvem-enzima-bioluminescente-32884","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/pesquisadores-da-ufscar-desenvolvem-enzima-bioluminescente-32884\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFSCar desenvolvem enzima bioluminescente"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not130917fot-310x220.jpg\" \/><br \/>Os resultados foram publicados no peri\u00f3dico Biochemistry, da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Qu\u00edmica (ACS, na sigla em ingl\u00eas), nos Estados Unidos. A pesquisa tem  apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa de S\u00e3o Paulo (Fapesp).  Sabe-se que a gera\u00e7\u00e3o de luz em organismos vivos, chamada bioluminesc\u00eancia, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as a um grupo de enzimas chamadas luciferases. H\u00e1 d\u00e9cadas, por\u00e9m, os cientistas tentavam descobrir como se deu a evolu\u00e7\u00e3o dessas enzimas, de que forma uma enzima que n\u00e3o produzia luz passou a ser luminescente. O grupo do professor Vadim Viviani, do Laborat\u00f3rio de Bioqu\u00edmica e Biotecnologia de Sistemas Bioluminescentes da UFSCar, encontrou essa resposta em uma enzima considerada como \u201cprima distante\u201d das luciferases. Ela fica no sistema excretor da larva do besouro n\u00e3o luminescente Zophobas morio, muito usada como isca de pesca, conhecida popularmente como bicho-da-farinha ou ten\u00e9brio.  Apesar de sua falta de brilho, a enzima no sistema excretor da larva emite uma luz fraqu\u00edssima se adicionada a ela o composto luciferina de vaga-lume (que a larva do besouro n\u00e3o tem).  \u201cA quantidade de luz \u00e9 t\u00e3o baixa que ela n\u00e3o \u00e9 considerada luminescente, entretanto, a estrutura molecular da enzima \u00e9 parecida com aquela das enzimas luciferases, colocando-as dentro da mesma fam\u00edlia de enzimas\u201d, disse Viviani. Essa parente distante das luciferases \u2013 considerada agora o \u201celo\u201d entre as enzimas n\u00e3o luminescentes do passado e as luciferases modernas \u2013 faz parte de um grupo maior de enzimas, chamadas AMP\/CoA-ligases, classe antiga encontrada em todos os organismos e envolvida com o metabolismo de \u00e1cidos org\u00e2nicos.  \u201cS\u00e3o enzimas essenciais para todos os organismos, das bact\u00e9rias aos seres humanos\u201d, disse Viviani. S\u00f3 que suas fun\u00e7\u00f5es variam, dependendo do tecido, \u00f3rg\u00e3o ou organismo em que s\u00e3o encontradas.\u00a0\u201cEm plantas, por exemplo, algumas dessas enzimas s\u00e3o respons\u00e1veis pelo processo de pigmenta\u00e7\u00e3o; em bact\u00e9rias, fazem parte do metabolismo de compostos t\u00f3xicos; em animais, a maioria delas participa do metabolismo de gorduras; j\u00e1 nos vaga-lumes, produzem luz\u201d, disse o pesquisador  Viviani e Rogilene Prado, bolsista de p\u00f3s-doutorado da Fapesp e pesquisadora no Centro de Ci\u00eancias e Tecnologias para a Sustentabilidade, descobriram um \u201cinterruptor\u201d estrutural que transforma as enzimas AMP-ligases, at\u00e9 ent\u00e3o escuras, em luciferases, produtoras de luz.  Com isso, conseguiu-se produzir uma luciferase de luz laranja totalmente nova a partir de uma AMP-ligase. \u201cDescobrimos qual amino\u00e1cido devemos trocar para fazer com que a enzima passe a emitir luz suficiente para ser considerada luminescente\u201d, disse Viviani.  Apesar de a cor n\u00e3o ser novidade \u2014 existem luciferases que naturalmente emitem luz parecida \u2014 o feito \u00e9 in\u00e9dito. \u201c\u00c9 a primeira vez na literatura cient\u00edfica que esse processo \u00e9 descrito\u201d, afirmou Viviani. Fonte: Ci\u00eancia em Pauta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) em Sorocaba (SP)  transformaram, pela primeira vez, uma enzima n\u00e3o luminescente em uma enzima capaz de gerar luz, por meio de engenharia gen\u00e9tica. O processo s\u00f3 foi poss\u00edvel ap\u00f3s a descoberta de uma outra enzima \u2013 considerada o \u201celo perdido\u201d na evolu\u00e7\u00e3o dos animais que emitem luz, como vaga-lumes, \u00e1guas-vivas e alguns besouros.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32884\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}