{"id":32908,"date":"2013-10-02T16:47:38","date_gmt":"2013-10-02T16:47:38","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"mudancas-climaticas-podem-ampliar-tragedias-naturais-no-brasil-32908","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/mudancas-climaticas-podem-ampliar-tragedias-naturais-no-brasil-32908\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ampliar trag\u00e9dias naturais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not131002terra_(1).jpg\" \/><br \/>A grande maioria dos munic\u00edpios (93,5%) \u2013 no total, 5.201 \u2013 ainda n\u00e3o elaborou seus registros hist\u00f3ricos de eventos extremos e cartas geot\u00e9cnicas, informa\u00e7\u00f5es fundamentais para que uma cidade possa ter suas \u00e1reas de risco monitoradas. \u201cOs munic\u00edpios ainda n\u00e3o est\u00e3o preparados para responder a desastres, como o deslizamento de encostas na Regi\u00e3o Serrana do Rio em 2011. N\u00e3o existe um planejamento a longo prazo. Enquanto isso, alguns eventos extremos abrangem uma \u00e1rea cada vez maior. A estiagem, por exemplo, costuma ser associada apenas ao Nordeste, mas agora tamb\u00e9m atinge o Noroeste do Rio Grande do Sul e o Oeste catarinense\u201d, assinala Ant\u00f4nio Ed\u00e9sio Jungles, coordenador do Centro Universit\u00e1rio de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped-UFSC) e do projeto do Atlas.  Em 2014, um grupo interministerial far\u00e1 um estudo preliminar sobre as pol\u00edticas de adapta\u00e7\u00e3o ao clima em regi\u00f5es densamente habitadas \u2013 entre elas, Rio, S\u00e3o Paulo, Recife e Salvador. A avalia\u00e7\u00e3o poderia incluir Manaus, para analisar o efeito do desmatamento naquela regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia; e uma localidade do bioma Pantanal.\u00a0\u201cComo estas s\u00e3o regi\u00f5es menos populosas, h\u00e1 menos pessoas afetadas por desastres naturais. Ainda assim, h\u00e1 um impacto ambiental nestes biomas, e precisamos saber como eles devem se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as do clima\u201d, &#8211; explica o pesquisador do Centro de Ci\u00eancia do Sistema Terrestre do Inpe, Jos\u00e9 Marengo. Para Marengo, a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00edtima da falta de di\u00e1logo entre as esferas de governo e da in\u00e9rcia das autoridades locais. \u201dFalta coordena\u00e7\u00e3o. Os tomadores de decis\u00e3o questionam a exist\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. As autoridades est\u00e3o cercadas por c\u00e9ticos e cientistas. Na d\u00favida, optam pela in\u00e9rcia, e esta falta de posicionamento culmina em um desastre com mortos\u201d, lamenta.\u00a0Por enquanto, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) analisa os servi\u00e7os meteorol\u00f3gicos e fen\u00f4menos clim\u00e1ticos de 360 cidades. A meta \u00e9 que o sistema chegue a 814 munic\u00edpios at\u00e9 o fim do ano que vem.\u00a0Outras metr\u00f3poles do planeta, aos poucos, engajam-se nas pol\u00edticas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A organiza\u00e7\u00e3o internacional CDP publicou uma enquete com 110 grandes cidades do mundo. Apenas 54 t\u00eam projetos para prevenir eventos extremos. Fonte: Ci\u00eancia em Pauta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trag\u00e9dias naturais afetaram, entre 1991 e 2012, 96,2 milh\u00f5es de brasileiros. O levantamento \u00e9 do Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, uma parceria entre a Secretaria Nacional de Defesa Civil e a Universidade Federal de Santa Catarina. Epis\u00f3dios como inunda\u00e7\u00f5es e estiagens mataram 2.475 pessoas neste mesmo per\u00edodo. Estima-se que, nos pr\u00f3ximos anos, as trag\u00e9dias devam ser intensificadas por conta das inexor\u00e1veis mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O Pa\u00eds planeja mais do que dobrar o monitoramento em cidades de maior risco at\u00e9 o ano que vem, mas a situa\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 longe de ser ideal.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32908","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32908","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32908"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32908\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}