{"id":32949,"date":"2013-11-01T11:27:11","date_gmt":"2013-11-01T11:27:11","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"estimulo-natatorio-de-matrinxa-e-racao-proteica-aumentam-peso-do-peixe-32949","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/estimulo-natatorio-de-matrinxa-e-racao-proteica-aumentam-peso-do-peixe-32949\/","title":{"rendered":"Est\u00edmulo natat\u00f3rio de Matrinx\u00e3 e ra\u00e7\u00e3o proteica aumentam peso do peixe"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not131101matrinxa-310x220.jpg\" \/><br \/>Esse \u00e9 um dos resultados do artigo \u201cEfeito da quantidade de prote\u00edna na dieta e treinamento f\u00edsico sobre par\u00e2metros fisiol\u00f3gicos e zoot\u00e9cnicos de matrinch\u00e3 (Brycon amazonicus)\u201d, publicado na Acta Amaz\u00f4nica, revista cient\u00edfica multidisciplinar do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa\/ MCTI). Assinado pelo estudante de doutorado do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biologia de \u00c1gua Doce e Pesca Interior (PPG-BADPI) do Inpa, M\u00e1rcio Ferreira e pelos pesquisadores Paulo Henrique Aride, Maria de Nazar\u00e9 da Silva e Adalberto Val, o estudo tamb\u00e9m apontou que a aplica\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea do aumento da quantidade de prote\u00edna na dieta do matrinx\u00e3 e o treinamento f\u00edsico do peixe geram maiores ac\u00famulos de gorduras no fil\u00e9.\u00a0\u201cIsso sugere uma avalia\u00e7\u00e3o do tipo de gordura acumulada, porque ainda n\u00e3o sabemos, por exemplo, se essa gordura \u00e9 rica em \u00f4mega 3 ou n\u00e3o, e da aceita\u00e7\u00e3o dessa carne no mercado\u201d, disse Ferreira. METODOLOGIA  Foram testados dois n\u00edveis diferentes de prote\u00edna na ra\u00e7\u00e3o, uma com 36% e outra com 45%, a com maior percentual de prote\u00edna foi a que obteve os melhores resultados. Segundo Ferreira, apesar de ser mais cara, o custo compensa devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do tempo de crescimento do peixe \u2013 no caso da pesquisa matrinx\u00e3s juvenis. Depois dessa fase, o peixe leva mais uns seis a oito meses at\u00e9 ir para o mercado consumidor.  O estudo identificou ainda que o matrinx\u00e3 submetido ao treinamento f\u00edsico ficou mais resistente ao estresse, que \u00e9 um dos graves entraves para a piscicultura, al\u00e9m da disponibilidade de \u00e1gua e custo da ra\u00e7\u00e3o. O estresse do matrinx\u00e3 \u00e9 entendido como um nome gen\u00e9rico para diversos fatores, como queda na concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio da \u00e1gua, extremos de temperaturas e subst\u00e2ncias t\u00f3xicas na \u00e1gua, que diminuem a taxa de crescimento ou at\u00e9 matam o peixe.  NADAR CONTRA A CORRENTEZA  Para chegar a esses resultados, a pesquisa reproduziu em laborat\u00f3rio o m\u00e9todo de cultivo em canal de igarap\u00e9, modo predominante na regi\u00e3o norte do Amazonas, utilizando caixas d\u2019\u00e1gua circular, onde foi gerada, a partir de bombas, uma correnteza de \u00e1gua fazendo com que os peixes fossem for\u00e7ados a nadar contra ela, mas com interrup\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas.\u00a0Com isso, produziu-se um estresse natat\u00f3rio, no qual os peixes foram obrigados a vencer a corrente d\u2019\u00e1gua. O modelo \u00e9 diferente dos m\u00e9todos tradicionais (canal de igarap\u00e9s), onde os peixes s\u00e3o mantidos em \u00e1gua corrente de forma cont\u00ednua, durante 24 horas. \u201cNo caso do matrinx\u00e3, o estresse natat\u00f3rio \u00e9 um fator positivo quando aplicado da maneira correta, possibilitando o maior ganho de massa do peixe\u201d, explicou Ferreira. No experimento, os peixes foram obrigados a nadar durante um minuto de \u00e1gua corrente, com descanso de dez minutos durante 24h por dia, por um per\u00edodo de 30 dias. J\u00e1 o grupo sedent\u00e1rio ficou em \u00e1gua parada.  O diferencial do estudo em rela\u00e7\u00e3o ao modelo tradicional \u00e9 a tentativa de fazer um m\u00e9todo intermitente, onde o peixe n\u00e3o precise nadar o tempo inteiro e que ele use o est\u00edmulo natat\u00f3rio o m\u00ednimo poss\u00edvel, j\u00e1 que na pr\u00f3pria nata\u00e7\u00e3o o peixe gasta energia e acaba perdendo peso. \u201cEnt\u00e3o n\u00f3s temos que encontrar \u00e9 um equil\u00edbrio entre o gasto cal\u00f3rico e o est\u00edmulo ben\u00e9fico do exerc\u00edcio f\u00edsico\u201d, apontou Ferreira.\u00a0Um dos desafios do estudo agora \u00e9 testar os resultados em escala real, j\u00e1 que em laborat\u00f3rio as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas ideais, controladas. Ferreira lembra que nos m\u00e9todos tradicionais, a \u00e1gua dispon\u00edvel entra e sai do tanque continuamente, e ela \u00e9 utilizada simplesmente para renova\u00e7\u00e3o d\u2019\u00e1gua e n\u00e3o para gerar a corrente de \u00e1gua. Os testes foram feitos no Laborat\u00f3rio de Ecofisiologia e Evolu\u00e7\u00e3o Molecular (LEEM) do Inpa.\u00a0\u201cO que propomos \u00e9 que em vez dessa \u00e1gua entrar e sair continuamente no tanque, que ela seja represada e liberada uma ou algumas vezes durante o dia, gerando o est\u00edmulo necess\u00e1rio para o aumento de produtividade\u201d, enfatizou Ferreira.\u00a0Para o pesquisador do Inpa, Alexandre Honczaryk, que trabalha com piscicultura, o estudo pode funcionar na pr\u00e1tica, mas com matrinx\u00e3 juvenil e para a produ\u00e7\u00e3o de subsist\u00eancia, porque na fase seguinte, a de engorda, \u00e9 bem mais complicada. Nela, \u00e9 exigido maior tempo de tanque ou de igarap\u00e9, de seis a oito meses, aumentando cada vez mais o volume de \u00e1gua e de ra\u00e7\u00e3o (apesar do n\u00edvel de prote\u00edna na ra\u00e7\u00e3o chegar a cair at\u00e9 28%). \u201cMesmo em canal de igarap\u00e9, h\u00e1 uma vaz\u00e3o de \u00e1gua limitada e exatamente por isso o Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Amazonas (Ipaam) limitou o cultivo de matrinx\u00e3 em igarap\u00e9 a um n\u00famero m\u00e1ximo de peixe por \u00e1rea e por igarap\u00e9, sen\u00e3o \u00e9 feito um atr\u00e1s do outro, e passa-se a ter problemas de polui\u00e7\u00e3o, de sa\u00fade\u201d, pontuou Honczaryk.    Fonte: Ci\u00eancia em pauta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos alternativos de cultivo de matrinx\u00e3 juvenil em \u00e1gua corrente intermitente (n\u00e3o cont\u00ednuo) mostrou que o peixe que recebe est\u00edmulo natat\u00f3rio tem um ganho de peso de 30% a mais comparado com o matrinx\u00e3 sedent\u00e1rio, tendo inclusive o melhor aproveitamento da ra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32949","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32949\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}