{"id":32965,"date":"2013-11-07T14:53:51","date_gmt":"2013-11-07T14:53:51","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"ipea-nao-acredita-em-apagao-generalizado-de-engenheiros-no-brasil-32965","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/ipea-nao-acredita-em-apagao-generalizado-de-engenheiros-no-brasil-32965\/","title":{"rendered":"Ipea n\u00e3o acredita em &quot;apag\u00e3o&quot; generalizado de engenheiros no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not131107i402758.jpg\" \/><br \/>Em debate realizado na \u00faltima ter\u00e7a-feira (5), em Bras\u00edlia, o Instituto   de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou tr\u00eas pesquisas que   conclu\u00edram que n\u00e3o h\u00e1 o risco de um &#8220;apag\u00e3o&#8221; generalizado de engenheiros   no Brasil. Um dos estudos indica que, em termos quantitativos, estas   press\u00f5es tendem a serem resolvidas com a amplia\u00e7\u00e3o da oferta de novos   engenheiros, uma vez que os cursos da \u00e1rea voltaram a atrair os alunos.  Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas   Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), Luiz Cl\u00e1udio Costa, &#8220;ainda h\u00e1 o que   fazer, mas estamos no caminho certo&#8221;. Por outro lado, os autores   alertam para o fato de que a inexist\u00eancia de gargalos n\u00e3o significa a   falta da necessidade de amplia\u00e7\u00e3o dos investimentos no ensino de   engenharia, particularmente nas universidades p\u00fablicas.   Ao todo, o Brasil tem 18,8 ingressantes em engenharia para cada 10   mil habitantes &#8211; o n\u00famero \u00e9 acima da m\u00e9dia de 15,3 dos pa\u00edses da   Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).   Entretanto, o n\u00famero total de matr\u00edculas de cursos de ensino superior   ainda \u00e9 a metade da m\u00e9dia desses pa\u00edses &#8211; 44,5 para cada 10 mil   habitantes no Brasil e 78,5 em m\u00e9dia para cada 10 mil habitantes nos   pa\u00edses da OCDE.   De autoria dos pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo Mario   Sergio Salerno, Leonardo Melo Lins, Bruno Cesar Pino Oliveira de Araujo,   Leonardo Augusto Vasconcelos Gomes, Dem\u00e9trio Toledo e Paulo Meyer   Nascimento, o texto &#8220;Uma proposta de sistematiza\u00e7\u00e3o do debate sobre   falta de engenheiros no Brasil&#8221; ressalta que as vagas para engenheiros   cresceram 85% em uma d\u00e9cada, chegando a aproximadamente 230 mil   profissionais. Em contrapartida, os engenheiros apresentam um percentual   de ocupa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas inferior \u00e0s das outras profiss\u00f5es.   O artigo tamb\u00e9m apontou quatro dimens\u00f5es que podem explicar a   percep\u00e7\u00e3o de alguns agentes econ\u00f4micos sobre escassez de m\u00e3o de obra em   engenharia: qualidade dos engenheiros formados, uma vez que a evolu\u00e7\u00e3o   na quantidade n\u00e3o foi acompanhada pela mesma evolu\u00e7\u00e3o na qualidade;   hiato geracional, o que dificulta a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais   experientes para liderar projetos e obras; d\u00e9ficits em compet\u00eancias   espec\u00edficas e d\u00e9ficits em regi\u00f5es localizadas.   J\u00e1 o artigo &#8220;A Demanda por Engenheiros e Profissionais Afins no   Mercado de Trabalho Formal&#8221;, de Aguinaldo Nogueira Maciente e Paulo A.   Meyer M. Nascimento, conclui que &#8220;apesar das incertezas inerentes ao   sistema econ\u00f4mico, o ritmo de expans\u00e3o dos profissionais formados nas   \u00e1reas de engenharia e profiss\u00f5es afins parece estar acompanhando   adequadamente, pelo menos do ponto de vista quantitativo e mais geral,   as tend\u00eancias do mercado de trabalho&#8221;.\u00a0 De acordo com os autores, a   expectativa \u00e9 de que at\u00e9 2020 o n\u00famero de engenheiros requeridos pelo   mercado de trabalho formal atinja entre 600 mil e 1,15 milh\u00e3o de   profissionais. O artigo ainda mostra que entre 2000 e 2009, os setores   que mais apresentaram eleva\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio pago a engenheiros foram os de   cimento, \u00e1lcool, artefatos de couro e cal\u00e7ados, servi\u00e7os imobili\u00e1rios e   aluguel e constru\u00e7\u00e3o.  Analisando a forma\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de engenharia, o artigo &#8220;Evolu\u00e7\u00e3o da   Forma\u00e7\u00e3o de Engenheiros e Profissionais T\u00e9cnico-Cient\u00edficos no Brasil   entre 2000 e 2012&#8221;, de Divonzir Arthur Gusso e Paulo A. Meyer M.   Nascimento, observa que as ofertas em engenharia encontraram sendas de   expans\u00e3o tanto no volume total de matr\u00edculas como no de conclus\u00f5es de   curso, al\u00e9m de passar por grande diversifica\u00e7\u00e3o de habilita\u00e7\u00f5es e por um   consider\u00e1vel aumento da participa\u00e7\u00e3o do setor privado na \u00e1rea.\u00a0 O   Inep ainda divulgou no evento que planeja uma forma de acompanhamento   dos estudantes concluintes de engenharias. A proposta ainda est\u00e1 em   discuss\u00e3o.Fonte: T\u00e9chne<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo um estudo do instituto, os cursos da \u00e1rea voltaram a atrair os alunos, que v\u00e3o preencher essas novas oportunidades com o passar do tempo. O que falta agora, no entanto, s\u00e3o profissionais experientes para liderar projetos e obras.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32965","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32965\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}