{"id":32978,"date":"2013-11-21T13:46:42","date_gmt":"2013-11-21T13:46:42","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"agricultores-ganham-duas-novas-alternativas-para-elevar-producao-de-guarana-no-amazonas-32978","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/agricultores-ganham-duas-novas-alternativas-para-elevar-producao-de-guarana-no-amazonas-32978\/","title":{"rendered":"Agricultores ganham duas novas alternativas para elevar produ\u00e7\u00e3o de guaran\u00e1 no Amazonas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not131121gua1.jpg\" \/><br \/>A BRS Sater\u00ea e a BRS Marabitana juntam-se a um time de 16 cultivares j\u00e1 disponibilizadas pela Embrapa. A perspectiva \u00e9 que a dupla possa ajudar a alavancar a produ\u00e7\u00e3o do Amazonas e a devolver o posto de primeiro lugar em produ\u00e7\u00e3o de guaran\u00e1 ao Estado no futuro \u2013 a dianteira desde a d\u00e9cada de 80 pertence \u00e0 Bahia. Para isso, \u00e9 preciso haver a ado\u00e7\u00e3o por parte dos produtores. E se depender do agricultor Clodoaldo Carvalho dos Anjos, presente no evento de lan\u00e7amento, isso deve acontecer.\u00a0\u201cTudo o que vimos aqui ser\u00e1 um grande incentivo para as comunidades de Itacoatiara produzirem o guaran\u00e1\u201d, destacou o produtor, que completou: \u201cacho que o guaran\u00e1 pode gerar uma boa renda para o agricultor familiar\u201d.  A agricultora Helena Soares concorda com Clodoaldo. Para ela, o fruto pode ser uma alternativa para melhorar a vida de pequenos produtores que hoje est\u00e3o com dificuldades em outras culturas. \u201cAcho que o guaran\u00e1 pode gerar uma renda boa e pode tirar muita gente do vermelho\u201d, disse. Al\u00e9m da tradi\u00e7\u00e3o, o interesse dos produtores tamb\u00e9m fundamenta-se no mercado, que est\u00e1 em ascens\u00e3o para o guaran\u00e1. O fruto \u00e9 demandado pela ind\u00fastria em diferentes \u00e2mbitos, como cosm\u00e9ticos, bebidas energ\u00e9ticas, refrigerantes, extrato concentrado e f\u00e1rmacos. O pre\u00e7o pago \u00e9 atrativo, e hoje gira em torno de R$ 20,00 o quilo da semente seca.  Para o gerente da Unidade de Itacoatiara do Instituto de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio e Florestal Sustent\u00e1vel do Amazonas (Idam), Paulo Dam\u00e1sio, o cen\u00e1rio atual \u00e9 estimulante para quem quer produzir. \u201cCom o aumento do pre\u00e7o pago pelo guaran\u00e1 e com estas tecnologias disponibilizadas pela Embrapa, que garantem resist\u00eancia ao grande problema que temos em termos de produ\u00e7\u00e3o e produtividade, que \u00e9 a doen\u00e7a antracnose, a tend\u00eancia \u00e9 o aumento da produ\u00e7\u00e3o. As nossas terras t\u00eam potencial para o guaran\u00e1 e estamos preparando os produtores para que esta produ\u00e7\u00e3o aumente\u201d, disse.]      O que relata Dam\u00e1sio encontra alicerce em um dado importante: nos \u00faltimos cinco anos, a \u00e1rea plantada com guaran\u00e1 no Amazonas cresceu cerca de 50%, passando de 4,5 mil para 6,7 mil hectares (ha).  A agricultora Helena Soares concorda com Clodoaldo. Para ela, o fruto pode ser uma alternativa para melhorar a vida de pequenos produtores que hoje est\u00e3o com dificuldades em outras culturas. \u201cAcho que o guaran\u00e1 pode gerar uma renda boa e pode tirar muita gente do vermelho\u201d, disse. Al\u00e9m da tradi\u00e7\u00e3o, o interesse dos produtores tamb\u00e9m fundamenta-se no mercado, que est\u00e1 em ascens\u00e3o para o guaran\u00e1. O fruto \u00e9 demandado pela ind\u00fastria em diferentes \u00e2mbitos, como cosm\u00e9ticos, bebidas energ\u00e9ticas, refrigerantes, extrato concentrado e f\u00e1rmacos. O pre\u00e7o pago \u00e9 atrativo, e hoje gira em torno de R$ 20,00 o quilo da semente seca.  Para o gerente da Unidade de Itacoatiara do Instituto de Desenvolvimento Agropecu\u00e1rio e Florestal Sustent\u00e1vel do Amazonas (Idam), Paulo Dam\u00e1sio, o cen\u00e1rio atual \u00e9 estimulante para quem quer produzir. \u201cCom o aumento do pre\u00e7o pago pelo guaran\u00e1 e com estas tecnologias disponibilizadas pela Embrapa, que garantem resist\u00eancia ao grande problema que temos em termos de produ\u00e7\u00e3o e produtividade, que \u00e9 a doen\u00e7a antracnose, a tend\u00eancia \u00e9 o aumento da produ\u00e7\u00e3o. As nossas terras t\u00eam potencial para o guaran\u00e1 e estamos preparando os produtores para que esta produ\u00e7\u00e3o aumente\u201d, disse.  O que relata Dam\u00e1sio encontra alicerce em um dado importante: nos \u00faltimos cinco anos, a \u00e1rea plantada com guaran\u00e1 no Amazonas cresceu cerca de 50%, passando de 4,5 mil para 6,7 mil hectares (ha).  A BRS Sater\u00ea e a BRS Marabitana foram avaliadas no Amazonas durante oito anos em ensaios preliminares e mais dez anos em ensaios em rede estadual. Com as recomenda\u00e7\u00f5es do sistema de produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel produzir em torno de 1 a 1,5 quilos de sementes secas por planta, o que representa uma produtividade de 400 a 600 quilos por hectare, em plantios com espa\u00e7amento de cinco metros por cinco metros. Assim, em uma mesma \u00e1rea, \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar uma produtividade cinco vezes maior do que a atual obtida no Amazonas. As caracter\u00edsticas da planta ainda permitem maior adensamento no plantio, sendo poss\u00edvel chegar ao n\u00famero de mil quilos\/ha.  Em uma das esta\u00e7\u00f5es do evento de lan\u00e7amento, o gerente do Escrit\u00f3rio da Amaz\u00f4nia da Embrapa, Rosildo Simpl\u00edcio, e o supervisor do Campo Experimental da Embrapa em Mau\u00e9s, Ribamar Ribeiro, apresentaram o viveiro da Fazenda Rancho Grande, onde as mudas das novas cultivares ser\u00e3o produzidas e comercializadas. O viveirista atendeu a todos os requisitos exigidos e est\u00e1 credenciado pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento e licenciado pela Embrapa para realizar a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o das mudas. \u201cA Embrapa lan\u00e7ou o edital em n\u00edvel nacional, por 30 dias, e a Fazenda Rancho Grande foi a selecionada para ser a licenciada destas duas novas cultivares\u201d, explicou Rosildo.  O produtor Fernando Francelino, gerente e propriet\u00e1rio da Fazenda Rancho Grande, tamb\u00e9m atesta a qualidade das cultivares lan\u00e7adas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade e resist\u00eancia. Ele explica que a BRS Sater\u00ea e BRS Marabitana est\u00e3o, no momento, na etapa inicial de forma\u00e7\u00e3o na propriedade. \u201cAgora as plantas est\u00e3o em fase de crescimento. Vai ser feito plantio para formar o jardim clonal, para daqui a dois anos ter este novo material, para a\u00ed sim colocar no viveiro e colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para o mercado\u201d, disse.  O lan\u00e7amento da BRS Sater\u00ea e da BRS Marabitana foi promovido pela Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental (Manaus-AM) e Embrapa Produtos e Mercado\/Escrit\u00f3rio da Amaz\u00f4nia. O evento contou com o apoio da Fazenda Rancho Grande, da Prefeitura de Itacoatiara e do Idam. A atividade integrou a programa\u00e7\u00e3o da Semana Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia no Amazonas.    Fonte: SEPROR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de j\u00e1 estarem em avalia\u00e7\u00e3o h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas foi no m\u00eas de novembro na Fazenda Rancho Grande, em Itacoatiara (AM), que se deu o nascimento oficial da BRS Sater\u00ea e BRS Marabitana, as duas novas cultivares de guaran\u00e1 lan\u00e7adas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa). O crit\u00e9rio nas pesquisas referendam ao produtor duas importantes caracter\u00edsticas: alta produtividade e resist\u00eancia a doen\u00e7as. As variedades, que carregam em seu nome alus\u00f5es \u00e0queles que iniciaram a domestica\u00e7\u00e3o do guaran\u00e1, os ind\u00edgenas, tiveram seu evento de lan\u00e7amento prestigiado por mais de cem pessoas, entre agricultores, t\u00e9cnicos, pesquisadores e outros interessados no cultivo do fruto amaz\u00f4nico.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-32978","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32978\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}