{"id":33018,"date":"2013-12-10T11:02:33","date_gmt":"2013-12-10T11:02:33","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"crise-no-setor-madeireiro-do-polo-industrial-de-manaus-eleva-preco-em-ate-30-na-madeira-33018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/crise-no-setor-madeireiro-do-polo-industrial-de-manaus-eleva-preco-em-ate-30-na-madeira-33018\/","title":{"rendered":"Crise no setor madeireiro do Polo Industrial de Manaus eleva pre\u00e7o em at\u00e9 30% na madeira"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1312101386678522724.jpg\" \/><br \/>Segundo o diretor comercial da Portela Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio de Madeira, Juscelino Portela, houve uma demora em liberar os projetos, o que tornou a situa\u00e7\u00e3o mais complicada com o adiantamento do per\u00edodo de chuvas. \u201cTudo isso resultou em uma falta de madeira no mercado. Pois aproveitamos o per\u00edodo da safra. Isso n\u00e3o aconteceu e o que temos \u00e9 a falta do produto e eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os\u201d.  Segundo Juscelino a madeira apresentou um crescimento de 30% nos pre\u00e7os, passando de R$ 1,200 o metro c\u00fabico, para R$1,800, R$ 2,000. A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds tamb\u00e9m influenciou na retra\u00e7\u00e3o. \u201cEsse ano foi complicado para a economia toda, com redu\u00e7\u00e3o do consumo. Com isso as pessoas decidiram n\u00e3o investir na madeira. Quando decidiram investir j\u00e1 estava muito tarde. N\u00e3o havia mais tempo h\u00e1bil para extra\u00e7\u00e3o\u201d, lamentou.   Se 2013 foi um ano complicado, a expectativa para 2014 tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 positiva. O faturamento do setor est\u00e1 em R$ 39,9 milh\u00f5es este ano, contra R$ 51,7 milh\u00f5es de 2012 e deve continuar sofrendo redu\u00e7\u00e3o no ano que vem. A madeira vendida no come\u00e7o do ano, \u00e9 da safra de 2012, com a falta de material as vendas devem come\u00e7ar a baixar j\u00e1 no ano que vem. \u201cPrincipal motivo \u00e9 que n\u00e3o houve safra, a safra est\u00e1 muito pequena, em fun\u00e7\u00e3o da falta dos projetos, em fun\u00e7\u00e3o das chuvas. Isso ir\u00e1 refletir em 2014. A expectativa \u00e9 de uma subida maior nos pre\u00e7os. Talvez at\u00e9 mais 30%\u201d, revela. Substitui\u00e7\u00e3o da madeira\u00a0A substitui\u00e7\u00e3o da madeira por outros materiais tamb\u00e9m oferece risco. A entrada de produtos similares que substituem as estruturas de madeira \u00e9 outro grande problema enfrentado pelo setor. Produtos como pl\u00e1sticos e estruturas met\u00e1licas. Al\u00e9m disso tamb\u00e9m h\u00e1 uma grande reclama\u00e7\u00e3o pela prefer\u00eancia do uso de madeira de reflorestamento, que tem influenciado negativamente a venda de madeiras tropicais,  que representam quase a totalidade da madeira utilizada no PIM.\u00a0\u201c\u00c9 uma tend\u00eancia mundial essa substitui\u00e7\u00e3o. Com isso o setor esta migrando para outros produtos e outros neg\u00f3cios. S\u00f3 que a utiliza\u00e7\u00e3o de madeira florestal degrada mais que de madeira tropical\u201d. Segundo explica Juscelino Portela, na utiliza\u00e7\u00e3o da madeira tropical \u00e9 retirado 20% de uma \u00e1rea e ela fica sem ser utilizada por 25 anos, para n\u00e3o degradar a \u00e1rea. J\u00e1 na utiliza\u00e7\u00e3o de madeira de reflorestamento a madeira \u00e9 retirada por completo, e \u00e9 replantada novas arvores no local. \u201cIsso prejudica bem mais. A utiliza\u00e7\u00e3o da madeira tropical at\u00e9 ajuda a retirar arvores caducas e nascer arvores novas, sem destruir o que j\u00e1 esta l\u00e1. \u00c9 preciso mais incentivo para essa utiliza\u00e7\u00e3o\u201d. A entrada de produtos similares tamb\u00e9m tem afetado muito o setor. Estruturas met\u00e1licas, pl\u00e1sticos que est\u00e3o substituindo as estruturas de madeira. Patentes pra porta feitas com madeiras de reflorestamento, tem influenciado negativamente na venda de madeiras tropicais. Tem v\u00e1rios fatores que est\u00e3o levando o setor a ficar mais complicado. Tend\u00eancia mundial  Na verdade o setor est\u00e1 migrando para outros produtos e outros neg\u00f3cios. As pessoas est\u00e3o deixando de fabricar m\u00f3veis de madeira. A verdade tudo \u00e9 madeira. Mas uma \u00e9 de reflorestamento e outra \u00e9 madeira tropical. Para esse detalhe as pessoas n\u00e3o atentam. Acham que n\u00e3o produzir madeira est\u00e1 protegendo. Mas pelo contr\u00e1rio, na hora que passa a n\u00e3o utilizar madeira tropical a madeira vai continuar a existir e se n\u00e3o tiver visibilidade econ\u00f4mica ela provavelmente servir\u00e1 a outras atividades econ\u00f4micas, desmatamento para cria\u00e7\u00e3o de gado, agricultura, pecu\u00e1ria. Isso deve gerar um desmatamento muito maior. Mercado  O principal mercado consumidor de madeira do PIM \u00e9 o mercado paulista, ficando as madeiras mais fracas para serem usadas no mercado local amazonense por construtoras e constru\u00e7\u00f5es de baixa renda. A mat\u00e9ria prima vem basicamente do pr\u00f3prio Estado e de Boa Vista, que tem mais de 60% da produ\u00e7\u00e3o destinada ao PIM.Fonte: Portal Amaz\u00f4nia.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problemas clim\u00e1ticos, dificuldades em libera\u00e7\u00e3o dos planos de manejo e falta de investimento. Esses s\u00e3o os principais problemas apontados pelo setor madeireiro do Polo Industrial de Manaus (PIM) para justificar o fraco desempenho no ano de 2013. Ap\u00f3s ter acumulado um crescimento de 140% entre 2009 e 2011 o setor teve um crescimento de apenas 6% em 2012 e viu esses valores decrescerem 22,85% em 2013. A falta de extra\u00e7\u00e3o, e consequentemente, de mat\u00e9ria-prima fizeram o pre\u00e7o do produto subir.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-33018","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33018"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33018\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}