{"id":33362,"date":"2015-04-14T13:01:08","date_gmt":"2015-04-14T13:01:08","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"mais-engenheiros-para-o-brasil-33362","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/mais-engenheiros-para-o-brasil-33362\/","title":{"rendered":"Mais engenheiros para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not15041452eng.jpg\" \/><br \/>O sonho do jovem Gustavo Cavalcante do Nascimento, de   15 anos, de se   tornar um engenheiro civil, poder\u00e1 se tornar realidade   daqui a tr\u00eas   anos. Ele \u00e9 aluno da Funda\u00e7\u00e3o Centro de An\u00e1lise,   Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o   Tecnol\u00f3gica (FUCAPI), em Manaus, e participa do   Programa Estrat\u00e9gico de   Indu\u00e7\u00e3o \u00e0 Forma\u00e7\u00e3o de Recursos Humanos em   Engenharias no Amazonas   (Pr\u00f3-Engenharias) que prepara estudantes do   Ensino M\u00e9dio, a seguirem   carreira acad\u00eamica e profissional na \u00e1rea,   por meio de atividades   orientadas. \u201cGosto dos c\u00e1lculos e das aulas   pr\u00e1ticas. O meu objetivo   principal \u00e9 me tornar engenheiro civil no   final do programa, mas tamb\u00e9m   quero aproveitar o conhecimento sobre as   outras \u00e1reas da engenharia que o   Brasil tanto precisa\u201d, revela   Gustavo.    Segundo   estimativas do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e     Agronomia (Confea), o Brasil possui um d\u00e9ficit de 20 mil engenheiros por     ano, e dos 40 mil engenheiros que se diplomam anualmente no Pa\u00eds,   mais   da metade opta pela engenharia civil \u2013 a \u00e1rea que menos emprega     tecnologia. Assim, setores como os de petr\u00f3leo, g\u00e1s e biocombust\u00edvel   s\u00e3o   os que mais sofrem com a escassez desses profissionais. Al\u00e9m   disso, o   \u00edndice de evas\u00e3o nos cursos de engenharia chega em algumas   universidades   a 55%, sendo este problema potencializado pela falta de   interesse dos   estudantes pela \u00e1rea, decorrente, em parte, da falta de   preparo dos   estudantes egressos do ensino m\u00e9dio, principalmente nas   disciplinas de   Matem\u00e1tica, F\u00edsica e Qu\u00edmica.  O   Programa Pr\u00f3-Engenharias foi uma iniciativa pioneira no estado do     Amazonas, apoiada pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do estado, juntamente com a     Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas \u2013 FAPEAM. Com o     apoio da Funda\u00e7\u00e3o, os alunos e professores do programa recebem bolsas   de   inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica j\u00fanior e professor jovem cientista     respectivamente.  Para Andrea Waichman, diretora   t\u00e9cnico-cient\u00edfica da FAPEAM, o   Pr\u00f3-Engenharias \u00e9 uma tentativa de   come\u00e7ar um movimento para a solu\u00e7\u00e3o   de um problema que \u00e9 nacional: a   forma\u00e7\u00e3o para as \u00e1reas das engenharias.   \u201cN\u00f3s temos esse problema com a   grande evas\u00e3o nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o,   ent\u00e3o esse programa visa n\u00e3o   s\u00f3 dar esse refor\u00e7o, mas tamb\u00e9m seduzir,   mostrar a possibilidade deles   entrarem nas carreiras das engenharias:   civil, qu\u00edmica, el\u00e9trica, de   produ\u00e7\u00e3o, de alimentos, enfim todas as   engenharias\u201d, esclarece.Segundo   estimativas do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia   (Confea), o Brasil possui d\u00e9ficit de 20 mil engenheiros por ano.     Mas   afinal, por que a engenharia \u00e9 t\u00e3o importante para   desenvolvimento   cient\u00edfico do Brasil? Segundo Andrea Waichman, muito do   que o Pa\u00eds   precisa para o desenvolvimento econ\u00f4mico envolve engenharia e   muito do   que se faz de inovador tamb\u00e9m envolve engenharia. \u201cQuando a   gente   fala Engenharia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a engenharia de construir pr\u00e9dios. \u00c9     engenharia no sentido de engenhar, de criar, inventar, produzir coisas     novas. Tornar as engenharias como \u00e1reas que permitam justamente isso, a     cria\u00e7\u00e3o, o engenhar, o criar, o inovar. Para podermos dar um salto     tecnol\u00f3gico, um salto muito alto na \u00e1rea da inova\u00e7\u00e3o, n\u00f3s precisamos de     um n\u00famero maior de pessoas engenhando, de engenheiros e para isso a     agente precisa formar essa gera\u00e7\u00e3o\u201d, explica.  Entraves e evas\u00e3o  Para   a diretora cient\u00edfica da FAPEAM ainda h\u00e1 muitos entraves a   vencer,   mas que podem ser superados com a ajuda do Programa   Pr\u00f3-Engenharias.   \u201cTemos diversos entraves para os alunos nos cursos de   engenharia, os   primeiros anos s\u00e3o muito \u00e1rduos, com uma carga de F\u00edsica,   de   Matem\u00e1tica muito pesada, um verdadeiro desest\u00edmulo para que eles     permane\u00e7am. As taxas de evas\u00e3o dos cursos de engenharia s\u00e3o muito altas,     podendo chegar a at\u00e9 60%. Com o Pr\u00f3-Engenharias o aluno j\u00e1 entra com     uma forma\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada, com isso a gente acredita que ele ter\u00e1 menos     dificuldade para enfrentar essas disciplinas mais pesadas nos primeiros     anos da gradua\u00e7\u00e3o. O aluno entra com mais preparo, para que ele possa     passar por esse processo inicial de forma mais f\u00e1cil, a gente   acredita   que haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o nesse processo de evas\u00e3o\u201d, analisa   Andrea   Waichman.  Para o professor Disney   Douglas de Lima Oliveira, coordenador do   Bacharelado em Matem\u00e1tica   Aplicada da Universidade Federal do Amazonas   (UFAM) que atuou na   coordena\u00e7\u00e3o do Pr\u00f3-Engenharias, mesmo sendo uma das   \u00e1reas mais bem   remuneradas do pa\u00eds, apenas 10% dos universit\u00e1rios   escolhem os cursos   das engenharias. \u201cMuitas vezes os estudantes do   ensino m\u00e9dio n\u00e3o   conhecem, ou acham que s\u00e3o incapazes de atuar nesta   \u00e1rea do   conhecimento, optando por outros cursos\u201d, constata.  O   edital da primeira vers\u00e3o do Programa foi lan\u00e7ado em 2011 e     implementado em 2012. J\u00e1 a segunda vers\u00e3o foi lan\u00e7ada em 2014 e est\u00e1     sendo implementada agora em abril de 2015. O professor Oliveira, que tem     doutorado em Engenharia de Sistemas e Computa\u00e7\u00e3o na COPPE \u2013 UFRJ,   conta   que atuou na sele\u00e7\u00e3o de alunos e professores que participaram do     programa, na aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos e laborat\u00f3rios, na organiza\u00e7\u00e3o     das visitas t\u00e9cnicas, no planejamento das disciplinas juntamente com o     apoio pedag\u00f3gico do programa e no acompanhamento nas universidades   dos   alunos aprovados em cursos de engenharia.  Oliveira   chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do programa n\u00e3o s\u00f3 para o     Amazonas, mas para o Pa\u00eds. \u201cO programa \u00e9 importante por fomentar o     desenvolvimento da \u00e1rea de Engenharias, sobretudo no que concerne \u00e0     forma\u00e7\u00e3o de capital humano com qualidade, trabalhando de forma integral o     processo de forma\u00e7\u00e3o de profissionais dessa \u00e1rea, retroagindo o foco     para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e avan\u00e7ando a perspectiva para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o,     al\u00e9m de oportunizar aos alunos e professores de escolas p\u00fablicas   novas   experi\u00eancias com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s metodologias de ensino\/aprendizagem,     priorizando o uso de novas tecnologias no ensino\u201d, explica.  Veja a mat\u00e9ria completa no link: <a href=\"http:\/\/www.fapeam.am.gov.br\/mais-engenheiros-para-o-brasil\/\" class=\"autohyperlink\">www.fapeam.am.gov.br\/mais-engenheiros-para-o-brasil\/<\/a>    Fonte: Fapeam\u00a0 &#8211; Edi\u00e7\u00e3o do dia 14\/04\/2015<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa Pr\u00f3-Engenharias que incentiva alunos do Amazonas, \u00e9 exemplo para o Pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-33362","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33362\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}