{"id":33804,"date":"2017-06-22T11:07:03","date_gmt":"2017-06-22T11:07:03","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"pesquisadores-do-inpa-participam-de-estudo-que-ajuda-no-planejamento-energetico-na-amazonia-33804","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/pesquisadores-do-inpa-participam-de-estudo-que-ajuda-no-planejamento-energetico-na-amazonia-33804\/","title":{"rendered":"Pesquisadores do Inpa participam de estudo que ajuda no planejamento energ\u00e9tico na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1498144017.jpg\" \/><br \/>Estudo de um grupo internacional de pesquisadores, entre eles cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa\/MCTIC) mostra os efeitos ambientais negativos, como o empobrecimento dos rios amaz\u00f4nicos pelas barragens existentes e das centenas de outras que est\u00e3o planejadas. O resultado do artigo foi publicado na \u00faltima quinta-feira (15) na\u00a0revista Nature.<br \/>\nDe acordo com uma das autoras do artigo, a pesquisadora Camila Ribas, o estudo apresenta um \u00cdndice de Vulnerabilidade Ambiental das diferentes bacias amaz\u00f4nicas \u00e0s barragens planejadas, constru\u00eddas e em constru\u00e7\u00e3o, considerando as caracter\u00edsticas dos rios e das suas bacias de drenagem.<br \/>\nO \u00cdndice de Vulnerabilidade Ambiental a Barragens (na sigla em ingl\u00eas Devi) serve para quantificar os impactos atuais de 140 barragens constru\u00eddas e em constru\u00e7\u00e3o e os potenciais impactos de 428 barragens constru\u00eddas e planejadas (que produzem mais de 1 MW) na bacia amaz\u00f4nica. Oestudo mostra que a escala de degrada\u00e7\u00e3o ambiental prevista indica a necessidade de uma a\u00e7\u00e3o coletiva entre na\u00e7\u00f5es e estados para evitar impactos cumulativos e de longo alcance.<br \/>\nRibas explica que o \u00cdndice tamb\u00e9m mostra que quando s\u00e3o constru\u00eddas v\u00e1rias barragens em sequ\u00eancia, na mesma bacia, ter\u00e3o um efeito cumulativo. \u201cSe todas as barragens planejadas fossem constru\u00eddas, haveria uma perda muito grande de sedimentos carregados pelos rios, com perdas de nutrientes em um efeito em cascata\u201d, diz a pesquisadora. \u201cO impacto n\u00e3o afeta apenas o lugar onde a barragem foi constru\u00edda, mas se prolonga por toda a bacia\u201d, acrescenta.<br \/>\nAl\u00e9m de Ribas, tamb\u00e9m s\u00e3o autores o pesquisador Jansen Zuanon, o pesquisador p\u00f3s-doc do Inpa Fernando d\u00b4Horta, al\u00e9m de Florian Whittman, pesquisador que esteve por muitos anos trabalhando no Instituto com relevantes contribui\u00e7\u00f5es no grupo de pesquisa que estuda a Ecologia, Monitoramento e Uso Sustent\u00e1vel de \u00c1reas \u00damidas (Grupo Maua).<br \/>\nOs pesquisadores argumentam que, hoje em dia, os Estudos de Impactos Ambientais (EIA) s\u00f3 levam em considera\u00e7\u00e3o a escala local, pr\u00f3ximo onde a usina ser\u00e1 constru\u00edda e n\u00e3o fazem uma an\u00e1lise mais regional da Amaz\u00f4nia como um todo. \u201cO estudo \u00e9 para chamar a aten\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos e pesquisadores, que est\u00e3o fazendo o planejamento energ\u00e9tico, e que esse planejamento possa levar em considera\u00e7\u00e3o a bacia como um todo porque ela \u00e9 interligada\u201d, diz Ribas.<br \/>\nEla d\u00e1 como exemplo que barragens no rio Madeira t\u00eam potencial para afetar at\u00e9 a foz do rio Amazonas, sendo que esse planejamento deve ter uma vis\u00e3o mais geral e o \u00cdndice de Vulnerabilidade pode ajudar nessa quest\u00e3o. \u201cUma vez que se decide fazer um EIA em determinado lugar passa-se a ter vari\u00e1veis locais e n\u00e3o no contexto regional\u201d.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<br \/>\nPelo estudo, o\u00a0 \u00cdndice de Vulnerabilidade Ambiental a Barragens est\u00e1 baseado em caracter\u00edsticas f\u00edsicas como a quantidade de \u00e1gua que h\u00e1 em cada sub-bacia, a \u00e1rea que cada uma drena, o quanto da \u00e1rea est\u00e1 em Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o, a quantidade de sedimentos em suspens\u00e3o que o rio carrega. \u201cS\u00e3o caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas e geogr\u00e1ficas das bacias e todas essas caracter\u00edsticas est\u00e3o relacionadas ao quanto estas bacias s\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de barragens\u201d, explica.<br \/>\nA pesquisadora ressalta que os t\u00e9cnicos envolvidos no planejamento do aproveitamento hidroel\u00e9trico da Amaz\u00f4nia est\u00e3o capacitados para aplicar o \u00cdndice, assim como para fazer outros arranjos de distribui\u00e7\u00e3o dessas barragens e calcular o melhor arranjo para minimizar os impactos.<br \/>\nMais de uma centena de barragens hidroel\u00e9tricas j\u00e1 foram constru\u00eddas na bacia amaz\u00f4nica e numerosas propostas para novas constru\u00e7\u00f5es est\u00e3o em estudo.\u00a0<br \/>\nO sistema do rio Amazonas e sua bacia hidrogr\u00e1fica de 6.100.000 km2 compreendem a rede de drenagem mais complexa e extensa da Terra, excepcional tanto na biodiversidade como na produtividade prim\u00e1ria e secund\u00e1ria. A bacia hidrogr\u00e1fica descarrega aproximadamente 16% a 18% do fluxo de \u00e1gua doce do planeta em seu estu\u00e1rio. Quatro dos dez maiores rios do mundo est\u00e3o na bacia amaz\u00f4nica (Amazonas, Negro , Madeira e Japur\u00e1), e 20 dos 34 maiores rios tropicais s\u00e3o afluentes amaz\u00f4nicos.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nPor Luciete Pedrosa &#8211; Ascom Inpa<br \/>\nFoto: Acervo Philip Fearnside<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice de Vulnerabilidade Ambiental a Barragens (na sigla em ingl\u00eas Devi) serve para quantificar os potenciais impactos de  barragens planejadas, constru\u00eddas e em constru\u00e7\u00e3o (que produzem mais de 1 MW) na bacia amaz\u00f4nica.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-33804","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33804"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33804\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}