{"id":34817,"date":"2019-08-19T19:25:09","date_gmt":"2019-08-19T19:25:09","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"crea-participa-de-audiencia-publica-na-ale-sobre-recursos-minerais-34817","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/crea-participa-de-audiencia-publica-na-ale-sobre-recursos-minerais-34817\/","title":{"rendered":"Crea participa de Audi\u00eancia P\u00fablica na ALE sobre recursos minerais"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/img\/upload\/not1566257096.jpg\" \/><br \/>A ge\u00f3loga e conselheira, Silvia Gon\u00e7ales, e o assessor parlamentar, Jhonny Bonatto, representaram o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), na tarde desta segunda-feira (19), na Audi\u00eancia P\u00fablica para debater as atividades de pesquisa, explora\u00e7\u00e3o e aproveitamento de recursos minerais no Estado. O evento aconteceu no Plen\u00e1rio Ruy Ara\u00fajo e contou com a participa\u00e7\u00e3o de representantes de entidades do setor agropecu\u00e1rio, mineral e geol\u00f3gico.<br \/>\nUm dos destaques das discuss\u00f5es ficou por conta da maior jazida de pot\u00e1ssio do mundo, localizada entre os munic\u00edpios de Autazes (AM) e Santar\u00e9m (PA). A mina totaliza quase 400 km de extens\u00e3o, contendo, segundo estimativas da empresa Pot\u00e1ssio do Brasil, mais de 500 milh\u00f5es de toneladas do mineral.<br \/>\nO deputado estadual Sin\u00e9sio Campos (PT), presidente da Comiss\u00e3o de Geodiversidade, Recursos H\u00eddricos, Minas, G\u00e1s, Energia e Saneamento da Aleam, estimou que, caso haja explora\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do pot\u00e1ssio, o Brasil deixe de importar o material e passe a export\u00e1-lo. \u201cO Brasil \u00e9 altamente dependente de pot\u00e1ssio importado, importamos 97% do que se usa aqui. A mat\u00e9ria-prima \u00e9 importante para a produ\u00e7\u00e3o de adubos no pa\u00eds\u201d, afirmou o autor da proposta da Audi\u00eancia P\u00fablica.<br \/>\nA empresa Pot\u00e1ssio do Brasil, detentora da concess\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o, considera que um investimento de US$ 3,5 bilh\u00f5es a US$ 4 bilh\u00f5es permitir\u00e1 o desenvolvimento de um projeto com capacidade para extrair quatro milh\u00f5es de toneladas anuais de cloreto de pot\u00e1ssio.<br \/>\nO diretor da empresa Fertilizantes da Amaz\u00f4nia (Fasa), ge\u00f3logo Jo\u00e3o Orestes Schneider Santos, sugeriu e apresentou propostas de implementa\u00e7\u00e3o dos polos de fetilizantes (pot\u00e1ssio, fosfato e am\u00f4nia), metal\u00fargico (estanho, alum\u00ednio, ni\u00f3bio e t\u00e2ntalo), g\u00e1s-qu\u00edmico e metal qu\u00edmico, sider\u00fargico (a\u00e7\u00f5es especiais) e industrializa\u00e7\u00e3o de caulim (lou\u00e7as, pisos, azulejos e pe\u00e7as de banheiro). Jo\u00e3o Orestes lembrou que a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 um fator de interioriza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento e que apenas 0,15% da Amaz\u00f4nia \u00e9 ocupada pela minera\u00e7\u00e3o. \u201cA minera\u00e7\u00e3o desmata 2000% menos que a pecu\u00e1ria e o patrim\u00f4nio mineral j\u00e1 \u00e9 conhecido e fabuloso\u201d, observou.<br \/>\nDe acordo com Jo\u00e3o Orestes, se os megaprojetos na \u00e1rea da minera\u00e7\u00e3o come\u00e7assem a produzir no Amazonas, o Estado teria uma receita anual de U$ 10 bilh\u00f5es, durante 50 anos. Para que isso aconte\u00e7a, segundo ele, \u00e9 necess\u00e1rio remover os entraves. \u201cExistem casos not\u00f3rios em que \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o e \u00e1reas ind\u00edgenas foram modificadas para impedir empreendimentos minerais\u201d, disse o empres\u00e1rio.<br \/>\nSin\u00e9sio Campos tamb\u00e9m voltou a defender e propor a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica mineral sustent\u00e1vel para o Estado, estimulando e incentivando a pesquisa, explora\u00e7\u00e3o e o aproveitamento de recursos minerais nos munic\u00edpios mineradores, de forma ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente vi\u00e1vel. \u201cN\u00e3o defendo e nunca defendi a minera\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria, de forma irrespons\u00e1vel, porque tem a Amaz\u00f4nia e tem as popula\u00e7\u00f5es tradicionais que precisam ser ouvidas e valorizadas. Ent\u00e3o, por isso, esse debate que eu travo como parlamentar, h\u00e1 mais de quinze anos, \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o que eu quero uma nova alternativa econ\u00f4mica, que passa fundamentalmente pelos nossos potenciais minerais\u201d, destacou o deputado.<br \/>\nCampos cobrou do governo do Estado a recria\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado de Recursos Minerais, H\u00eddricos e Energ\u00e9ticos, que seria de suma import\u00e2ncia para debater e colaborar com solu\u00e7\u00f5es para os entraves que atrapalham o desenvolvimento do setor mineral no Amazonas. \u201cO Estado precisa ter um bra\u00e7o firme e determinado nessa dire\u00e7\u00e3o, e \u00e9 isso que eu vou continuar cobrando, pois esse \u00e9 o meu papel\u201d, afirmou o petista.<br \/>\nO gerente de Recursos Minerais do Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Amazonas (Ipaam), Jo\u00e3o Paulo Vieira, revelou que hoje no \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o existe nenhuma solicita\u00e7\u00e3o de libera\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o de mineral no Estado, com exce\u00e7\u00e3o de material para a constru\u00e7\u00e3o civil, que s\u00e3o licenciados regularmente. \u201c\u00c9 o caso da AM 10, que \u00e9 uma s\u00e9rie de licenciamentos para areia, argila e brita para concreto asf\u00e1ltico\u201d, informou Jo\u00e3o Paulo.<br \/>\nGargalos<br \/>\nUm dos principais gargalos para a explora\u00e7\u00e3o mineral, hoje no Amazonas, de acordo com especialistas, s\u00e3o as \u00e1reas ind\u00edgenas, onde existem muitos recursos minerais em reservas. No Estado, o ni\u00f3bio e o pot\u00e1ssio exemplificam esta situa\u00e7\u00e3o. A reserva mineral de ni\u00f3bio localizada no munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, na fronteira com a Venezuela e a Col\u00f4mbia, classificada entre as maiores do mundo, apesar da alta viabilidade comercial, n\u00e3o pode ser explorada comercialmente, pois est\u00e1 localizada em territ\u00f3rio ind\u00edgena e dentro das \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, no Parque Nacional do Pico da Neblina e da Reserva Biol\u00f3gica Estadual do Morro dos Seis Lagos.<br \/>\nPropostas<br \/>\nComo proposta para o desenvolvimento do setor mineral no Amazonas, foi apresentado, durante a Audi\u00eancia, um documento apontando solu\u00e7\u00f5es para a explora\u00e7\u00e3o mineral sustent\u00e1vel em terras ind\u00edgenas. Dentre as resolu\u00e7\u00f5es, constam a formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica mineral para o Estado, estimulando e incentivando a pesquisa, a explora\u00e7\u00e3o e o aproveitamento de recursos minerais e a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda; o apoio ao desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es voltadas ao aproveitamento sustent\u00e1vel das potencialidades minerais e de \u00f3leo e g\u00e1s, com foco na gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda;\u00a0e o incentivo \u00e0 pesquisa, prospec\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e beneficiamento sustent\u00e1vel do potencial mineral silvinita (pot\u00e1ssio) no Amazonas.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nDiretoria de Comunica\u00e7\u00e3o da ALEAM<br \/>\nTexto:\u00a0Edvanildo Lobo<br \/>\nFoto:\u00a0Elisa Garcia Maia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O evento aconteceu no Plen\u00e1rio Ruy Ara\u00fajo e contou com a participa\u00e7\u00e3o de representantes de entidades do setor agropecu\u00e1rio, mineral e geol\u00f3gico.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-34817","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34817"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34817\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}