{"id":50410,"date":"2021-12-16T14:15:55","date_gmt":"2021-12-16T18:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=50410"},"modified":"2021-12-16T14:15:55","modified_gmt":"2021-12-16T18:15:55","slug":"agricultura-fruta-extinta-ha-2000-anos-e-ressuscitada-por-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/agricultura-fruta-extinta-ha-2000-anos-e-ressuscitada-por-cientistas\/","title":{"rendered":"Agricultura: fruta extinta h\u00e1 2000 anos \u00e9 ressuscitada por cientistas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_50411\" style=\"width: 501px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50411\" class=\" wp-image-50411\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/agricultura-fruta-extinta-ha-2000-anos-e-ressuscitada-por-cientistas-1639596371703_1024-300x211.jpg\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"345\" \/><p id=\"caption-attachment-50411\" class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>O deserto da Judeia, em\u00a0Israel, foi um local conhecido em \u00e9pocas b\u00edblicas por suas\u00a0<strong>deliciosas t\u00e2maras<\/strong>, reverenciadas em toda a regi\u00e3o por suas qualidades medicinais. Seu fruto era um\u00a0<strong>alimento b\u00e1sico<\/strong>, estampava\u00a0<strong>moedas locais<\/strong>\u00a0e foi mencionado na\u00a0<strong>B\u00edblia,<\/strong>\u00a0no\u00a0<strong>Alcor\u00e3o<\/strong>\u00a0e at\u00e9 mesmo nos relatos de\u00a0<em>Pl\u00ednio o Velho<\/em>.<\/p>\n<p>Quando os romanos invadiram o local, h\u00e1 dois mil anos atr\u00e1s, houve um\u00a0<strong>grande conflito<\/strong>\u00a0com a comunidade judaica local, que fugiu para a fortaleza de\u00a0Massada. Para escapar de uma vida escrava nas m\u00e3os dos romanos, os judeus decidiram cometer\u00a0<strong>suic\u00eddio em massa<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>queimar quase todos os dep\u00f3sitos de comida.<\/strong><\/p>\n<p>Mais tarde, os\u00a0<strong>cruzados<\/strong>\u00a0terminam de\u00a0<strong>destruir vest\u00edgios da cultura judaica<\/strong>\u00a0no local, incluindo as tamareiras que foram\u00a0<strong>oficialmente extintas<\/strong>. No entanto, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, arqueologistas israelenses escavaram o local da fortaleza e encontraram, para sua surpresa, um inusitado tesouro: um\u00a0<strong>antigo jarro com sementes secas<\/strong>, que sobreviveu ao evento.<\/p>\n<h2>Como duas cientistas ressuscitaram a Tamareira da Jud\u00e9ia<\/h2>\n<p>Data\u00e7\u00f5es de carbono mostraram que as sementes encontradas eram muito antigas, de\u00a0<strong>\u00e9pocas b\u00edblicas<\/strong>. O material permaneceu arquivado por\u00a0<strong>40 anos<\/strong>, at\u00e9 que a\u00a0<em>Dra. Sarah Sallon<\/em>\u00a0desafiou sua amiga e colega cientista,\u00a0<em>Dra. Elaine Solowey<\/em>, do\u00a0<em>Instituto Arava de Estudos Ambientais<\/em>, a\u00a0<strong>tentar cultivar<\/strong>\u00a0alguma das sementes encontradas.<\/p>\n<p>Para o espanto das cientistas, hidratando as sementes da maneira correta, foi poss\u00edvel\u00a0<strong>germin\u00e1-las novamente<\/strong>. A primeira tamareira judaica ressuscitava desta maneira foi batizada de\u00a0<em>Matusal\u00e9m<\/em>, em homenagem ao av\u00f4 de No\u00e9, a pessoa mais velha que j\u00e1 viveu de acordo com o antigo testamento b\u00edblico.<\/p>\n<p>Ainda assim, Matusal\u00e9m era do g\u00eanero masculino &#8211; para que as \u00e1rvores pudessem de fato voltar a ser cultivadas, era necess\u00e1rio uma\u00a0<strong>segunda planta, do g\u00eanero feminino<\/strong>, para haver reprodu\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s muitos anos de esfor\u00e7o,\u00a0<strong>duas tamareiras femininas<\/strong>\u00a0foram cultivadas.<\/p>\n<p>Por fim, em junho de 2020, a tamareira batizada de\u00a0<em>Hannah<\/em>\u00a0finalmente se tornou a\u00a0<strong>primeira tamareira da Jud\u00e9ia a dar frutos<\/strong>\u00a0em mais de\u00a0<strong>mil anos<\/strong>. A maior parte da colheita foi guardada e est\u00e1 sendo utilizada em estudos cient\u00edficos, para avaliar a\u00a0<strong>qualidade<\/strong>\u00a0do fruto e suas\u00a0<strong>propriedades nutricionais<\/strong>.<\/p>\n<p>Este ano, 2021, os\u00a0<strong>genomas<\/strong>\u00a0das tamareiras tamb\u00e9m foram mapeados, fornecendo aos pesquisadores pistas sobre a\u00a0<strong>evolu\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0ao redor do planeta nos \u00faltimos dois mil\u00eanios &#8211; Conhecimento que pode trazer<strong>\u00a0grandes inova\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0para a agricultura.<\/p>\n<p>Conforme os estudos avan\u00e7am,\u00a0<em>Elaine Soloway<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Sarah Sallon<\/em>\u00a0<strong>comemoram a vit\u00f3ria<\/strong>\u00a0e torcem para que, em breve, as tamareiras judaicas voltem a ser cultivadas em\u00a0<strong>grande escala<\/strong>. Assim, ap\u00f3s mil\u00eanios perdidos, seus frutos poder\u00e3o finalmente ser apreciados novamente por pessoas ao redor do mundo.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/Tempo.com\" class=\"autohyperlink\">Tempo.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Tamareira da Judeia, \u00e1rvore mencionada na b\u00edblia e no alcor\u00e3o, desapareceu completamente do mundo h\u00e1 milhares de anos, mas algumas sementes recuperadas por arqueologistas foram finalmente trazidas de volta \u00e0 vida<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":50411,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[146],"tags":[],"class_list":["post-50410","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50410","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50410"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50410\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50412,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50410\/revisions\/50412"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50411"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}