{"id":50490,"date":"2021-12-22T10:54:36","date_gmt":"2021-12-22T14:54:36","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=50490"},"modified":"2021-12-22T11:03:03","modified_gmt":"2021-12-22T15:03:03","slug":"rede-de-pesquisa-sobre-doencas-de-milho-avanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/rede-de-pesquisa-sobre-doencas-de-milho-avanca\/","title":{"rendered":"Rede de pesquisa sobre doen\u00e7as de milho avan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_50491\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-50491\" class=\"size-full wp-image-50491\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/image003.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/image003.jpg 768w, https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/image003-480x360.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 768px, 100vw\" \/><p id=\"caption-attachment-50491\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Fabr\u00edcio Lanza. Embrapa<\/p><\/div>\n<p>A partir de 2022, Tocantins e Maranh\u00e3o passam a integrar a rede de pesquisa em doen\u00e7as foliares de milho. Assim, o projeto alcan\u00e7a todos os principais estados produtores da segunda safra no pa\u00eds, abrangendo microrregi\u00f5es de clima tropical e subtropical do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do engenheiro-agr\u00f4nomo Adriano Cust\u00f3dio, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 Iapar-Emater (IDR-Paran\u00e1) que lidera o projeto h\u00e1 cinco anos.<\/p>\n<p>A rede cooperativa de ensaios foi iniciada em 2016, com o objetivo de avaliar fungicidas utilizados para conter doen\u00e7as foliares que acometem lavouras de milho segunda safra, em particular a mancha branca, tida como de dif\u00edcil controle. Contemplava inicialmente 10 localidades do territ\u00f3rio paranaense.<\/p>\n<p>De acordo com Cust\u00f3dio, a instala\u00e7\u00e3o do projeto respondeu a uma demanda do setor produtivo, surgida no rastro da grande expans\u00e3o da \u00e1rea cultivada nessa \u00e9poca de semeadura, juntamente com a consolida\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as foliares como um problema para os produtores. Em cultivares suscet\u00edveis, danos causados pela mancha branca, por exemplo, podem causar at\u00e9 60% de perdas na produ\u00e7\u00e3o, preju\u00edzo que pode chegar a 70% no caso da mancha de cerc\u00f3spora.<\/p>\n<p>\u201cAvaliar efici\u00eancia de controle e ganho de produtividade dessas mol\u00e9culas fungicidas \u00e9 fundamental para orientar os produtores a fazer o uso racional dos produtos, al\u00e9m de assinalar um importante est\u00e1gio de profissionaliza\u00e7\u00e3o da segunda safra de milho, com a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias\u201d, avalia Cust\u00f3dio. Ele aponta que o mercado de fungicidas para a cultura movimenta em torno de 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares, a maior parte (85%) na segunda safra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2020, novos parceiros se juntaram \u00e0 rede, e os estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul passaram a receber os ensaios.<\/p>\n<p>Desde que foi iniciada a rede, foram conduzidos mais de 120 ensaios e 4,5 mil parcelas experimentais desde o in\u00edcio do projeto, o que possibilitou avaliar o desempenho de 27 fungicidas sint\u00e9ticos, isoladamente ou em misturas.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo, houve significativo avan\u00e7o na moderniza\u00e7\u00e3o, diversifica\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o do portf\u00f3lio para a cultura. No caso da mancha branca, segundo Cust\u00f3dio, a pouca disponibilidade de ingredientes ativos de maior efici\u00eancia era um dos principais gargalos tecnol\u00f3gicos para o controle da doen\u00e7a. \u201cEssa limita\u00e7\u00e3o foi superada, novos fungicidas foliares agora dispon\u00edveis no mercado mostraram at\u00e9 74% de efici\u00eancia no controle, com ganho de 1.337 kg\/ha\u201d, ele aponta.<\/p>\n<p>Na esteira do crescimento da oferta de bioinsumos para o setor, Cust\u00f3dio acredita que, nos pr\u00f3ximos anos, uma nova fase dos trabalhos passar\u00e1 a incluir fungicidas biol\u00f3gicos nas avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>PR\u00caMIO \u2014 Como resultado do projeto, o IDR-Paran\u00e1 publicou cinco boletins t\u00e9cnicos contendo orienta\u00e7\u00f5es dirigidas a t\u00e9cnicos e produtores \u2014 BT 93, BT 94, BT 95, BT 96 e BT 97, que podem ser baixados gratuitamente no endere\u00e7o <a href=\"http:\/\/www.idrparana.pr.gov.br\/Pagina\/Editora-IDR-Parana\" class=\"autohyperlink\">www.idrparana.pr.gov.br\/Pagina\/Editora-IDR-Parana<\/a>.<\/p>\n<p>Apresentado em novembro no XVI Semin\u00e1rio Nacional de Milho Safrinha, um trabalho contendo a consolida\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos nos cinco anos de a\u00e7\u00e3o da rede de pesquisa conquistou o pr\u00eamio \u201cdestaque\u201d na sess\u00e3o fitossanidade e ainda foi apontado como um dos cinco melhores dentre todas as pesquisas levadas ao evento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PARCERIA \u2014 A rede de pesquisas em controle de doen\u00e7as de milho resulta de parceria entre o IDR-Paran\u00e1; Universidade Estadual de Londrina (UEL); Tagro Tecnologia Agropecu\u00e1ria; Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol); Embrapa Milho e Sorgo; Instituto Agron\u00f4mico de Campinas (IAC); Instituto Biol\u00f3gico de S\u00e3o Paulo; Universidade Federal de Lavras (Ufla); Universidade de Rio Verde (UniRV); Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU); Universidade Federal de Jata\u00ed (UFJ); Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais (Epamig); Integrada Cooperativa Agroindustrial; 3M Experimenta\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola; Agrodin\u00e2mica Pesquisa e Consultoria Agropecu\u00e1ria; AgroEnsaio Pesquisa e Consultoria Agron\u00f4mica; Ceres Consultoria Agron\u00f4mica; Campos Pesquisa Agr\u00edcola; Centro Tecnol\u00f3gico para Pesquisas Agropecu\u00e1rias (CTPA); Desafios Agro; Famiva Pesquisa &amp; Solu\u00e7\u00f5es Agr\u00edcolas; Fitolab Pesquisa e Desenvolvimento Agr\u00edcola; Funda\u00e7\u00e3o Chapad\u00e3o; Funda\u00e7\u00e3o MS; Funda\u00e7\u00e3o MT; Funda\u00e7\u00e3o Rio Verde; G12 AgroPesquisa e Consultoria Agron\u00f4mica; Instituto Phytus; Instituto PlantCare; Juliagro; Meta Consultoria Agr\u00edcola; Proteplan; Rural T\u00e9cnica Assessoria Agron\u00f4mica, Agricultura de Precis\u00e3o e Pesquisa e Terra Paran\u00e1 Pesquisa e Treinamento Agr\u00edcola.<\/p>\n<p>A partir do pr\u00f3ximo ano, os estados de Tocantins e Maranh\u00e3o passam a fazer ensaios, conduzidos pelas entidades ALX Farias e Funda\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Pesquisa do Corredor de Exporta\u00e7\u00e3o Norte (Fapcen), que se somam \u00e0 rede. O projeto conta com financiamento da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes), al\u00e9m de recursos pr\u00f3prios das entidades parceiras.<\/p>\n<p>Fonte: Agro link<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de 2022, Tocantins e Maranh\u00e3o passam a integrar a rede de pesquisa em doen\u00e7as foliares de milho. Assim, o projeto alcan\u00e7a todos os principais estados produtores da segunda safra no pa\u00eds, abrangendo microrregi\u00f5es de clima tropical e subtropical do Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. 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