{"id":52227,"date":"2022-02-23T14:09:19","date_gmt":"2022-02-23T18:09:19","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=52227"},"modified":"2022-02-23T14:09:19","modified_gmt":"2022-02-23T18:09:19","slug":"exoplaneta-que-orbita-dois-sois-e-confirmado-por-telescopio-em-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/exoplaneta-que-orbita-dois-sois-e-confirmado-por-telescopio-em-solo\/","title":{"rendered":"Exoplaneta que orbita dois &#8220;s\u00f3is&#8221; \u00e9 confirmado por telesc\u00f3pio em solo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_52238\" style=\"width: 582px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-52238\" class=\" wp-image-52238\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/ui-300x169.png\" alt=\"\" width=\"572\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/ui-300x169.png 572w, https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/ui-480x271.png 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 572px, 100vw\" \/><p id=\"caption-attachment-52238\" class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>O exoplaneta Kepler-16b,\u00a0conhecido por orbitar duas estrelas\u00a0(tal qual o planeta fict\u00edcio Tatooine de\u00a0<em>Star War<\/em>s), foi observado pela primeira vez por um telesc\u00f3pio em solo. At\u00e9 ent\u00e3o, este mundo havia sido observado somente pelo telesc\u00f3pio espacial Kepler. O observat\u00f3rio utilizado desta vez fica no Observatoire de Haute-Provence, a cerca de 100 km de Marselha, na Fran\u00e7a e, segundo os autores do estudo, a detec\u00e7\u00e3o \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o da maior efici\u00eancia e menor custo envolvidos nas observa\u00e7\u00f5es, em compara\u00e7\u00e3o com os telesc\u00f3pios no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Localizado a cerca de 245 anos-luz de n\u00f3s, o Kepler-16b \u00e9 um exoplaneta que orbita duas estrelas; enquanto isso, elas orbitam uma \u00e0 outra em um sistema bin\u00e1rio. Ele foi originalmente encontrado atrav\u00e9s do\u00a0m\u00e9todo do tr\u00e2nsito, em que os astr\u00f4nomos acompanham pequenas mudan\u00e7as no brilho das estrelas para identificar exoplanetas passando \u00e0 frente delas e causando essas diminui\u00e7\u00f5es. Mas, desta vez, o telesc\u00f3pio franc\u00eas confirmou o planeta de outra forma.<\/p>\n<p>Os autores do estudo trabalharam com o\u00a0m\u00e9todo da velocidade radial, em que observam mudan\u00e7as na velocidade das estrelas conforme o planeta se move ao redor delas. A equipe, liderada pela University of Birmingham, acredita que esta foi uma demonstra\u00e7\u00e3o importante de que \u00e9 poss\u00edvel detectar planetas circumbin\u00e1rios (aqueles que orbitam duas estrelas) por m\u00e9todos mais tradicionais \u2014 e, melhor ainda, com mais efici\u00eancia e menores custos em compara\u00e7\u00e3o com telesc\u00f3pios espaciais.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s demonstrar o m\u00e9todo com o Kepler-16b, a equipe planeja continuar em busca de planetas circumbin\u00e1rios desconhecidos para, assim, tentar responder perguntas sobre como se formam. Normalmente, os planetas s\u00e3o formados no interior de discos protoplanet\u00e1rios, compostos por poeira e g\u00e1s ao redor de uma estrela jovem. Entretanto, talvez este processo n\u00e3o possa acontecer nos sistemas circumbin\u00e1rios.<\/p>\n<div class=\"continua-apos-publicidade\"><\/div>\n<h2>O que o Kepler-16b pode dizer sobre a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria<\/h2>\n<p>Amaury Triaud, professor da University of Birmingham e l\u00edder da equipe do estudo, ressalta que esta explica\u00e7\u00e3o torna dif\u00edcil o entendimento de como planetas circumbin\u00e1rios podem existir.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 por causa da presen\u00e7a das duas estrelas, que interferem com o disco protoplanet\u00e1rio, e isso evita que a\u00a0poeira se acumule at\u00e9 formar planetas\u00a0atrav\u00e9s da acre\u00e7\u00e3o\u201d, explicou. Por isso, o Kepler-16b pode ter se formado longe de suas estrelas, onde a influ\u00eancia gravitacional delas \u00e9 menor, e seguido mais para dentro do sistema depois.<\/p>\n<p>Por outro lado, Triaud destaca que outra alternativa para entender suas origens \u00e9 rever a compreens\u00e3o dos processos de acre\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. \u201cOs\u00a0planetas circumbin\u00e1rios\u00a0trazem algumas das pistas mais claras de que a migra\u00e7\u00e3o causada pelo disco \u00e9 um processo vi\u00e1vel, e que ocorre regularmente\u201d, disse David Martin, coautor do estudo e membro da Ohio State University (USA).<\/p>\n<p>J\u00e1 Isabelle Boisse, cientista respons\u00e1vel pelo instrumento utilizado para coletar os dados do planeta, destaca a import\u00e2ncia da descoberta. \u201cNossa descoberta mostra como os telesc\u00f3pios em solo continuam inteiramente relevantes para a pesquisa moderna de exoplanetas, e podem ser usados para novos projetos interessantes\u201d, observou ela. \u201cAo mostrar que conseguimos detectar o Kepler-16b, vamos agora analisar dados de outros\u00a0sistemas bin\u00e1rios\u00a0em busca de novos planetas circumbin\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista\u00a0<em>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/em><\/p>\n<p>Fonte: Canaltech<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os autores do estudo trabalharam com o\u00a0m\u00e9todo da velocidade radial, em que observam mudan\u00e7as na velocidade das estrelas conforme o planeta se move ao redor delas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":52238,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[146],"tags":[],"class_list":["post-52227","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52227"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52227\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52239,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52227\/revisions\/52239"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}