{"id":54629,"date":"2022-06-02T13:41:10","date_gmt":"2022-06-02T17:41:10","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=54629"},"modified":"2022-06-02T13:41:10","modified_gmt":"2022-06-02T17:41:10","slug":"produtividade-na-agricultura-brasileira-cresceu-400-em-45-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/produtividade-na-agricultura-brasileira-cresceu-400-em-45-anos\/","title":{"rendered":"Produtividade na agricultura brasileira cresceu 400% em 45 anos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_54630\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-54630\" class=\" wp-image-54630\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/e0735a50-9bc6-4fd4-ad96-1ad16ac43e7f.jpg\" alt=\"\" width=\"737\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/e0735a50-9bc6-4fd4-ad96-1ad16ac43e7f.jpg 737w, https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/e0735a50-9bc6-4fd4-ad96-1ad16ac43e7f-480x242.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 737px, 100vw\" \/><p id=\"caption-attachment-54630\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Internet<\/p><\/div>\n<p>O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira (02) um estudo que analisa a produtividade total dos fatores (PTF) na agricultura brasileira. O texto foi elaborado em parceria com o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) e o Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea-USP). A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira apresentou, de 1975 a 2020, um aumento de 400%. De acordo com os autores, o crescimento m\u00e9dio da PTF nesse per\u00edodo foi de 3,3% ao ano.<\/p>\n<p>A PTF explicou 87% do aumento do produto no per\u00edodo estudado, enquanto os insumos corresponderam apenas a 13%. A PTF \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o \u00edndice de produto total e o \u00edndice de insumos. Ela \u00e9 calculada pela diferen\u00e7a entre as taxas de crescimento do produto total e dos insumos.<\/p>\n<p>No contexto da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria nacional, a expans\u00e3o do capital na forma de m\u00e1quinas, fertilizantes e defensivos tem superado o crescimento dos demais fatores, como terra e m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>\u201cPodemos afirmar que nossa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 intensiva em ci\u00eancia e tecnologia e cada vez menos intensiva em fatores tradicionais. Essa din\u00e2mica resulta em uma enorme amplia\u00e7\u00e3o da produtividade do trabalho ao longo do tempo\u201d, afirmou Jos\u00e9 Eust\u00e1quio Ribeiro Vieira Filho, pesquisador do Ipea e um dos autores do estudo.<\/p>\n<p>O Brasil promoveu v\u00e1rias reformas no sistema de pesquisa e de financiamento da produ\u00e7\u00e3o. Destacam-se as pol\u00edticas de cr\u00e9dito e seguro, de pre\u00e7os, de corte dos subs\u00eddios, dentre outras. Al\u00e9m disso, tem havido aumento de recursos, com \u00eanfase no cr\u00e9dito de investimento, em linhas de financiamento que atendem os diferentes portes produtivos, bem como em \u00e1reas que estimulam a agricultura de baixo carbono.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Garcia Gasques, coordenador-geral de Pol\u00edticas e Informa\u00e7\u00f5es do Mapa, explicou que \u201cos investimentos na pesquisa, na fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio, na ado\u00e7\u00e3o do plantio direto e na manuten\u00e7\u00e3o dos sistemas integrados (lavoura-pecu\u00e1ria-florestas) mostraram-se bastante vi\u00e1veis para as condi\u00e7\u00f5es tropicais do pa\u00eds\u201d. Segundo ele, esses sistemas produtivos trouxeram acentuados ganhos de produtividade da agropecu\u00e1ria nacional.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Produtividade<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O crescimento da produtividade, sustentam os autores da pesquisa, possibilitou a competitividade da agricultura e permitiu que os alimentos se tornassem mais abundantes e baratos.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o fosse a redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos alimentos na renda das fam\u00edlias desde a d\u00e9cada de 1970 (de 50% para 20%), as pol\u00edticas de transfer\u00eancia de renda, que ganharam for\u00e7a a partir do final da d\u00e9cada de 1990, n\u00e3o teriam a efic\u00e1cia que tiveram, sem a queda no pre\u00e7o dos alimentos e a expans\u00e3o da oferta produtiva de bens agropecu\u00e1rios\u201d, disse Jos\u00e9 Eust\u00e1quio.<\/p>\n<p>Entre 1995 e 2017, para um crescimento de 100% no valor bruto da produ\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o da tecnologia subiu de 50% para pouco mais de 60%. Nesse mesmo per\u00edodo, a participa\u00e7\u00e3o do fator trabalho diminuiu de 31% para menos de 20%, enquanto a participa\u00e7\u00e3o do fator terra praticamente ficou est\u00e1vel em 20%. No comparativo internacional, o Brasil apresentou um crescimento da PTF superior \u00e0 m\u00e9dia mundial, ficando entre os pa\u00edses que mais cresceram da d\u00e9cada de 1970 em diante.<\/p>\n<p>O Brasil, revela o estudo, come\u00e7ou a liderar a produtividade mundial a partir dos anos 2000, quando passou a crescer acima da taxa apresentada pelos principais produtores mundiais, como Estados Unidos, China, Argentina, Nova Zel\u00e2ndia, Austr\u00e1lia, Canad\u00e1 e Chile, dentre outros. Entre 2000 e 2019, enquanto a PTF brasileira cresceu cerca de 3,2% ao ano, o mesmo indicador mundial ficou em torno de 1,7%.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do crescimento para produtos selecionados mostra uma nova geografia da produ\u00e7\u00e3o nacional, com destaque para a soja, a cana-de-a\u00e7\u00facar e o milho, deslocando-se para \u00e1reas do Norte, do Centro-Oeste e dos cerrados nordestinos. Essas novas regi\u00f5es tamb\u00e9m lideram o crescimento da produtividade no pa\u00eds, conforme constatado nos dados do levantamento censit\u00e1rio agropecu\u00e1rio do IBGE.<\/p>\n<p>Fonte: Canal Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira apresentou, de 1975 a 2020, um aumento de 400%<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":54630,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[105],"tags":[],"class_list":["post-54629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54629"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54631,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54629\/revisions\/54631"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54630"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}