{"id":60448,"date":"2023-01-26T10:53:22","date_gmt":"2023-01-26T14:53:22","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/?p=60448"},"modified":"2023-01-26T10:54:34","modified_gmt":"2023-01-26T14:54:34","slug":"60448-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/60448-2\/","title":{"rendered":"Cientistas alem\u00e3es descobrem enzima que decomp\u00f5e pl\u00e1stico em menos de um dia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_60449\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/60448-2\/020125220531-enzima-degrada-pet-1-750x500\/\" rel=\"attachment wp-att-60449\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-60449\" class=\" wp-image-60449\" src=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/020125220531-enzima-degrada-pet-1-750x500-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/020125220531-enzima-degrada-pet-1-750x500-1.jpeg 600w, https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-content\/uploads\/020125220531-enzima-degrada-pet-1-750x500-1-480x320.jpeg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 600px, 100vw\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-60449\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: Academia Lixo Zero<\/p><\/div>\n<p>Enquanto analisavam uma pilha de compostagem em um cemit\u00e9rio de Leipzig, no leste da Alemanha, Christian Sonnendecker e sua equipe encontraram sete enzimas que nunca haviam visto antes.\u00a0Eles estavam \u00e0 procura de prote\u00ednas que &#8220;comessem&#8221; o politereftalato de etileno \u2212 o pl\u00e1stico mais produzido no mundo, conhecido como PET, usado em garrafas de \u00e1gua e embalagens para alimentos.<\/p>\n<p>Os cientistas n\u00e3o esperavam muito quando trouxeram as amostras para o laborat\u00f3rio, conta Sonnendecker. Era apenas a segunda lixeira que eles haviam recolhido, e os pesquisadores achavam que as enzimas decompositoras de PET fossem raras e dif\u00edceis de encontrar.<\/p>\n<p>Mas em uma das amostras eles conseguiram identificar uma enzima, a hidrolase de poli\u00e9ster, chamada PHL7, que desintegrou um peda\u00e7o completo de pl\u00e1stico em menos de um dia, ou seja, muito mais r\u00e1pido que o LCC, a enzima padr\u00e3o usada em experimentos para decompor o pl\u00e1stico PET hoje em dia.<\/p>\n<p>Para garantir que a descoberta n\u00e3o fosse um acaso, os cientistas compararam as velocidades que o PHL7 e o LCC degradaram v\u00e1rios recipientes de pl\u00e1sticos e puderam comprovar que o PHL7 era realmente mais r\u00e1pido. Os resultados foram publicados na revista especializada\u00a0Chemistry Europe.<\/p>\n<p>&#8220;Eu pensava que seria preciso coletar amostras em centenas de locais diferentes antes de encontrar uma dessas enzimas&#8221;, disse o enzimologista Graham Howe, que estuda a degrada\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico PET na Universidade de Queen, no Canad\u00e1, e n\u00e3o participou do estudo de Leipzig. &#8220;Mas, aparentemente, \u00e9 s\u00f3 ir para a natureza, e haver\u00e1 enzimas que fazem isso em todos os lugares&#8221;.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt\">Op\u00e7\u00f5es para acabar com o PET<\/span><\/h2>\n<p>Embora o pl\u00e1stico PET possa ser reciclado, ele n\u00e3o \u00e9 biodegrad\u00e1vel. Da mesma forma como os res\u00edduos nucleares, uma vez criado, ele nunca desaparece de fato. Ele pode ser transformado em novos produtos, como sacolas a partir de garrafas de \u00e1gua, por exemplo. Mas a qualidade do pl\u00e1stico enfraquece a cada ciclo, e um n\u00famero exorbitante de seus subprodutos acabam em aterros sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas solu\u00e7\u00f5es para este problema: a primeira \u00e9 acabar com a produ\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico PET. Mas o material \u00e9 t\u00e3o onipresente que, mesmo se as empresas parassem de produzi-lo hoje, ainda haveria milh\u00f5es de garrafas de refrigerantes ou sacolas feitas a partir delas nos pr\u00f3ximos milhares de anos.<\/p>\n<p>A segunda solu\u00e7\u00e3o \u00e9 encontrar uma maneira de for\u00e7ar a degrada\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico. H\u00e1 d\u00e9cadas, os cientistas buscam encontrar enzimas que fa\u00e7am isso. A descoberta do LCC em 2012 foi um grande avan\u00e7o porque mostrou que a PETase, um componente do LCC, pode ser usado para decompor o pl\u00e1stico quando combinada com uma outra enzima conhecida como esterase \u2013 utilizada para quebrar liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas num processo chamado hidr\u00f3lise.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt\">O que acontece com as garrafas pl\u00e1sticas usadas?<\/span><\/h2>\n<p>Os pesquisadores que trabalham com o LCC descobriram que a enzima n\u00e3o distingue entre pol\u00edmeros naturais e pol\u00edmeros sint\u00e9ticos \u2013 caso do pl\u00e1stico. Por isso, o LCC &#8220;come&#8221; PET como se fosse um pol\u00edmero natural.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt\">Maior efici\u00eancia do LCC<\/span><\/h2>\n<p>Desde a descoberta do LCC, pesquisadores como Sonnendecker t\u00eam procurado novas enzimas decompositoras de PET na natureza. O LCC funciona, mas tem limita\u00e7\u00f5es. Embora seja r\u00e1pido, ainda leva dias para decompor o pl\u00e1stico e as rea\u00e7\u00f5es t\u00eam que ocorrer a temperaturas muito altas.\u00a0Outros cientistas e pesquisadores trabalham na cria\u00e7\u00e3o de um LCC mais eficiente.<\/p>\n<p>\u00c9 isso que a empresa francesa Carbios est\u00e1 fazendo. Pesquisadores est\u00e3o projetando o LCC para criar uma enzima mais r\u00e1pida e mais eficiente. E, nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade do Texas criaram recentemente uma prote\u00edna que &#8220;come&#8221; PET utilizando um algoritmo de aprendizagem autom\u00e1tica. Eles dizem que podem decompor pl\u00e1stico em 24 horas.<\/p>\n<p>Segundo David Zechel, professor de qu\u00edmica da Universidade de Queen, essas abordagens sempre partem de algo j\u00e1 conhecido, ou seja, os pesquisadores n\u00e3o encontraram necessariamente algo novo, mas que trabalham para aperfei\u00e7oar o j\u00e1 foi descoberto.<\/p>\n<p>Embora este tipo de engenharia seja necess\u00e1rio para criar a enzima ideal para decompor o PET, disse Zechel, o trabalho de Sonnendecker mostra que &#8220;n\u00f3s n\u00e3o arranhamos nem remotamente a superf\u00edcie&#8221; em termos do potencial das enzimas naturais em rela\u00e7\u00e3o a esse tipo de pl\u00e1stico.<\/p>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt\">Nenhuma garrafa ainda<\/span><\/h2>\n<p>A nova enzima rec\u00e9m-descoberta tamb\u00e9m tem limita\u00e7\u00f5es. Embora possa decompor embalagens pl\u00e1sticas de frutas, ainda n\u00e3o \u00e9 capaz de eliminar uma garrafa porque o pl\u00e1stico PET delas tem mais altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Em testes, a equipe de Sonnendecker desenvolveu um pr\u00e9-tratamento que \u00e9 aplicado \u00e0s garrafas PET e que facilita a degrada\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico pela enzima, mas essa pesquisa ainda n\u00e3o foi publicada.<\/p>\n<p>Com a ajuda da ind\u00fastria, disse o pesquisador, a tecnologia usando PHL7 para decompor o PET em larga escala pode estar pronta em cerca de quatro anos.<\/p>\n<p>Fonte: Made for Minds<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas n\u00e3o esperavam muito quando trouxeram as amostras para o laborat\u00f3rio, conta Sonnendecker<\/p>\n","protected":false},"author":73,"featured_media":60449,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[252],"tags":[],"class_list":["post-60448","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inovacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60448","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/73"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60448"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60448\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60452,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60448\/revisions\/60452"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60448"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60448"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/crea-am.org.br\/creaam_site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60448"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}