
Foto: ADCO/Divulgação
Marcando o ano de comemoração dos 50 anos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas, a Engenheira de Pesca Alzira Miranda iniciou sua gestão à frente do Crea nesta terça-feira, 2. A professora fez história ao ser eleita pelos profissionais do Sistema Confea/Crea e Mútua do Estado, atingindo o marco histórico de 2.017 votos, tornando-se a 1ª mulher e engenheira de pesca na história do Brasil a assumir a presidência de um Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.

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Em agradecimento aos eleitores, a presidente expressou sua gratidão e ressaltou seu compromisso com a valorização e desenvolvimento dos profissionais. “Assumir a responsabilidade como a primeira mulher e engenheira de pesca a presidir o Crea é uma honra imensa. Quero reforçar meu compromisso total com cada um de vocês e o desenvolvimento desta área que tanto amamos” afirmou Alzira Miranda.

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A nova líder enfatizou a importância da colaboração e apoio de todos os profissionais do Crea-AM, destacando que, apesar dos desafios que se apresentam, a união dos profissionais é fundamental para novas conquistas. “Conto com a colaboração e o apoio de cada um de vocês, e embora esta jornada seja desafiadora, tenho certeza de que, unidos, podemos alcançar grandes feitos”, concluiu Alzira.
O Crea-AM inicia seu jubileu de ouro sob a liderança da nova presidente, um marco que simboliza uma evolução na promoção da diversidade para a engenharia, agronomia e geociências.
Biografia
Filha de pescador e dona de casa, Alzira Miranda de Oliveira nasceu em Manaus, onde residiu, estudou e seguiu sua carreira profissional até 2021. Foi moradora do bairro de São Raimundo, entre a infância e a juventude. Estudou nas escolas do bairro E. E. Olavo Bilac – 1982-1985 e E E Pedro Silvestre- 1986-1989) até o final do Ensino Fundamental. No Ensino Médio, Alzira prestou seleção e estudou no Colégio Amazonense D Pedro II (mas conhecido como Estadual) onde finalizou o Ensino Médio (1990-1992).

Foto: Arquivo pessoal
Desde menina, participou de movimentos da igreja, como coralzinho, liturgia e catequese na igreja de São Raimundo Nonato. Esse último, em especial, motivou a escolha da atividade profissional de Alzira, considerando que foi o primeiro contato com a educação. Ao concluir o Ensino Médio, continuou atuando na igreja, mas necessitou contribuir economicamente em casa; assim, foi trabalhar como vendedora no comércio de varejo e atacado. Quando resolveu entrar para universidade, preparou-se em cursinho pré-vestibular, custeada por ela mesma.
Ao participar de uma feira de cursos, decidiu seguir o curso de Engenharia de Pesca para profissionalização. Em 1998, iniciou Engenharia de Pesca na Ufam, onde permaneceu por 5 anos (1998- 2002). Ao finalizar a graduação, foi imediatamente aprovada para o mestrado no INPA. Entre a graduação e o mestrado, pôde contribuir com a formação de alunos no Ensino Médio. Após o Mestrado, teve a oportunidade de começar a trabalhar como professora na UNINORTE, onde também teve a chance de ser Coordenadora de vários cursos no âmbito das Engenharias Ambiental, Civil e Produção, e Tecnologia (Petróleo e Gás, e Segurança do Trabalho). Além de professora e Coordenadora, na UNINORTE, durante 14 anos, contribuiu com a avaliação de cursos de graduação, tanto pela editora Abril e GE, como pelo INEP – Instituto de Educação Superior regido pelo MEC.
Em paralelo, cursou Doutorado também no INPA, seguido de um Pós-Doc e estágio pós-doutoral (INPA-NL). Desde 2021, após aprovação no concurso do IFAM, passou a residir em Presidente Figueiredo, onde assumiu a vaga de professora de Ensino Básico, Técnico, Tecnológico e Coordena o Curso de Engenharia de Aquicultura. Sobre outros desafios, Alzira concorreu e se elegeu como Conselheira Federal Suplente pelo CREA-AM (2020-2022). Antes desse feito, foi diretora social (2004-2005 e 2006-2007) e até vice-presidente da Associação dos Engenheiros de Pesca do Amazonas- AEP (2019-2020).

Durante o mandato, se envolveu em grupos de trabalhos propostos pelo CREA-AM, tais como: GT de Educação; GT do Setor Primário; GT da Aquicultura, bem como coordenou o Comitê gestor do programa mulher no Amazonas e foi membro do CONTECC (Congresso Técnico Científico do CONFEA).

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