
Renan Amanajás é chefe de gabinete da presidente Alzira Miranda
O chefe de gabinete da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), Renan Diego Amanajás, teve sua tese de doutorado selecionada para representar o Programa de Pós-graduação em Biologia de Água Doce e Pesca Interior (PPG-BADPI), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), na disputa pelo Prêmio Capes de Teses 2025. O engenheiro de pesca dedicou 12 anos de pesquisa à temática da aquicultura na região amazônica.
A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Ecofisiologia e Evolução Molecular (LEEM/INPA), sob coordenação do Dr. Adalberto Luis Val, e abordou os impactos das mudanças climáticas — em especial o aumento da temperatura da água — sobre espécies nativas de interesse comercial como o tambaqui e o pirarucu. Os resultados revelam que temperaturas acima de 34 °C intensificam o estresse térmico nos peixes, comprometem seu crescimento e reduzem suas chances de sobrevivência. A média das temperaturas mais altas na Bacia Amazônica já gira em torno de 31 °C.
“A Amazônia tem uma biodiversidade imensa que ainda precisamos desvendar. Estudar os efeitos do aquecimento global sobre a pesca e a aquicultura é fundamental para garantir segurança alimentar e manter essa atividade como parte da cultura regional”, destacou Renan. “Ter minha tese selecionada é uma honra e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade enorme. Represento não só o meu esforço, mas também o de professores e colegas que fazem ciência em uma das regiões mais precarizadas em investimentos na área.”
Natural do Amapá, Renan Diego Amanajás é engenheiro de pesca formado pela Universidade do Estado do Amapá (UEAP), mestre em Aquicultura (Uninilton Lins/INPA), doutor e pós-doutor pelo INPA. É especialista em fisiologia de animais aquáticos, aquicultura e tratamento de água, com atuação como parecerista em periódicos científicos nacionais e internacionais. Atualmente, ocupa o cargo de chefe de gabinete da presidência do CREA-AM.
Sobre o prêmio
O Prêmio Capes de Teses é uma das mais importantes distinções acadêmicas do país e reconhece anualmente as melhores teses de doutorado defendidas no Brasil. O resultado será divulgado até setembro, e os vencedores do Grande Prêmio — um para cada colégio de avaliação (Ciências da Vida, Humanidades, Exatas/Tecnológicas) — serão conhecidos em dezembro, durante a cerimônia oficial de premiação.
Os autores das teses selecionadas recebem certificado, medalha e uma bolsa de estágio pós-doutoral em instituição nacional. Já os ganhadores do Grande Prêmio recebem bolsa de estágio internacional por até 12 meses, troféu e prêmio financeiro. Os orientadores também são premiados, com valores que chegam a R$ 9 mil.
Parcerias com instituições como Fundação Carlos Chagas, Dimensions Sciences e Instituto Serrapilheira complementam a premiação, com bolsas e incentivos adicionais para áreas específicas como Educação, Biotecnologia e Ciências Exatas.
A coordenação do prêmio é feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação.




