Construção de hidrelétricas no Rio Madeira beneficiam o Brasil

A construção de três usinas hidrelétricas no complexo do Rio Madeira e um acordo de transporte e comércio multimodal, envolvendo a utilização dos Portos de Illo e Matarani no Peru, via Porto Maldonado, e Itacoatiara no Brasil, foi o tema abordado pelo engenheiro mecânico Roland Céspedes Arteaga, na segunda noite do VI CEP. De acordo com ele este acordo permitirá exportar parte da produção do Brasil tanto pelo oceano Atlântico, como pelo Pacífico, sem a necessidade de passar pelo canal do Panamá, o que significa um acréscimo de 4.225 quilômetros de rios navegáveis.

sexta-feira, 15 de junho, 2007 - 13:58
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Segundo Arteaga serão construídas duas usinas em território brasileiro, e uma terceira em território boliviano. Ele afirma que o projeto tornará possível a Bolívia e Peru escoar sua produção para a Europa, enquanto o Brasil será beneficiado em levar sua produção pelo oceano Pacífico. Arteaga também enfatiza que a implantação desse projeto proporcionará desenvolvimentos à região amazônica. “O fato das usinas favorecerem a exportação pelo oceano Pacífico aumentará a geração de renda no Estado, causando melhorias no âmbito social, econômico, político e cultural da população”, cita.
A economia foi outro ponto abordado por Arteaga, ao dizer que a hidrelétrica de Itaipú, que é a maior do mundo, produz 12 mil MW(mega wats), enquanto as duas hidrelétricas (Jirau – 3.900MW e Santo Antonio – 3.580MW) construídas no Brasil juntas produzirão 7.480MW (mega wats).
Dentre os benefícios regionais que as usinas trarão ao Estado o palestrante citou: interligação elétrica ao sistema brasileiro, instalação de parques industriais, aumentando a produção agrícola, redução de custo de produção e maior acessibilidade à região agrícola.
O país também levará vantagem com as hidrelétricas, como, melhoria do saldo da balança comercial, diminuição do custo com combustíveis fósseis, e consequentemente, diminuição da emissão de gases das termoelétricas que ficarão paradas com a entrada em operação das novas usinas, descompressão das grandes cidades, impacto na indústria de equipamentos e insumos agrícolas, crescimento das encomendas à indústria de base, como turbinas e geradores, e alívio dos atuais portos de exportação.
Conforme o engenheiro a construção das hidrelétricas causará um aumento tanto na geração de energia, que chegará a US$ 1,18 bilhão por ano, como na produção agrícola, que poderá alcançar US$ 2,62 bilhões por ano.

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