
Segundo Arteaga serão construídas duas usinas em território brasileiro, e uma terceira em território boliviano. Ele afirma que o projeto tornará possível a Bolívia e Peru escoar sua produção para a Europa, enquanto o Brasil será beneficiado em levar sua produção pelo oceano Pacífico. Arteaga também enfatiza que a implantação desse projeto proporcionará desenvolvimentos à região amazônica. “O fato das usinas favorecerem a exportação pelo oceano Pacífico aumentará a geração de renda no Estado, causando melhorias no âmbito social, econômico, político e cultural da população”, cita.
A economia foi outro ponto abordado por Arteaga, ao dizer que a hidrelétrica de Itaipú, que é a maior do mundo, produz 12 mil MW(mega wats), enquanto as duas hidrelétricas (Jirau – 3.900MW e Santo Antonio – 3.580MW) construídas no Brasil juntas produzirão 7.480MW (mega wats).
Dentre os benefícios regionais que as usinas trarão ao Estado o palestrante citou: interligação elétrica ao sistema brasileiro, instalação de parques industriais, aumentando a produção agrícola, redução de custo de produção e maior acessibilidade à região agrícola.
O país também levará vantagem com as hidrelétricas, como, melhoria do saldo da balança comercial, diminuição do custo com combustíveis fósseis, e consequentemente, diminuição da emissão de gases das termoelétricas que ficarão paradas com a entrada em operação das novas usinas, descompressão das grandes cidades, impacto na indústria de equipamentos e insumos agrícolas, crescimento das encomendas à indústria de base, como turbinas e geradores, e alívio dos atuais portos de exportação.
Conforme o engenheiro a construção das hidrelétricas causará um aumento tanto na geração de energia, que chegará a US$ 1,18 bilhão por ano, como na produção agrícola, que poderá alcançar US$ 2,62 bilhões por ano.
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