Para o ministro Fernando Haddad, – que confirmou um maior número de bolsas da Capes destinadas à Engenharia – os cursos superiores para tecnólogos precisam se aperfeiçoar para ser reconhecidos pelo MEC. Haddad afirmou que a abertura de novos cursos terá como parâmetro as necessidades do país. O ministro informou ainda, que nos últimos anos os institutos federais de ciência e tecnologia passaram de 140 para 354, “transformando a verticalidade da oferta”.
Por sua vez, o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, destacou a participação da SESU (Secretaria de Ensino Superior) do ministério que, tendo a frente Ronaldo Mota, desenvolve com um trabalho de integração com o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Para Túlio de Melo, “a importância da assinatura do convênio reside na visão que revela e na reflexão que proporciona sobre os desafios do presidente e do futuro do país”.
O presidente do Confea disse ainda que “é fundamental valorizar a formação dos profissionais da área tecnológica para que se tenha qualidade de desenvolvimento”. Para ele, o Brasil precisa de mais jovens optando pela área.”A Índia forma cerca de 200 mil engenheiros por ano, enquanto o Brasil apenas 30 mil”, lamenta.
Para os que participaram da solenidade, entre eles, reitores de universidades federais, presidentes de entidades nacionais e conselheiros federais, o convênio torna realidade uma antiga aspiração do Sistema Confea/Crea no sentido de adequar as grades curriculares às necessidades de desenvolvimento e incentivo à ciência e pesquisa.
Pedro Lopes de Queiros, coordenador da Comissão de Ensino e Atribuição Profissional do Sistema, destaca que a partir da assinatura do convênio – que não envolve recursos financeiros – o Confea indicará 25 nomes para compor uma comissão de especialistas encarregada de opinar sobre a renovação do reconhecimento de cursos já existentes ou mesmo abertura de novos, pelo ministério da Educação.
Queiros adianta que o trabalho dessa comissão a ser formada por cinco arquitetos, outros cinco agrônomos e 15 especialistas representando todas as engenharias “servirá de subsídio para que o ministério se manifeste sobre o assunto”.
Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea




