Levantamentos recentes indicam que o País precisa formar perto de 30 mil engenheiros/ano para alcançar padrões sustentáveis de desenvolvimento. Hoje, são formados 23 mil. O Sistema Confea/Crea registra 495.581 engenheiros, mas nem todos exercem a profissão. Hoje, constatamos que a falta de visão estratégica na preparação de mão de obra para o desenvolvimento provocou a realidade atual e buscamos compensar a formação oferecendo mais cursos.
Muitas empresas recorrem aos profissionais estrangeiros que já somam seis mil, no Brasil, um país que oferece seis engenheiros para cada mil pessoas economicamente ativas, enquanto nos países europeus e asiáticos, a média é de 25. Mas essa carência não é exclusividade brasileira. Os EUA precisam de 100 mil engenheiros por ano. Formam 70 mil e buscam os 30 mil restantes no exterior. China e Índia, juntos, formam cerca de 500 mil engenheiros/ano.
Para o Brasil, uma das soluções passa pela elaboração de um plano de ação a ser deflagrado em parceria com academia, governo e empresas no sentido de reformular o ensino e investir em pesquisa. Este será um dos temas do 3º Congresso Mundial de Profissionais – a WEC 2008 – de 2 a 6 de dezembro, em Brasília. O evento, em sua terceira edição – a primeira na Alemanha, 2000, e a segunda na China em 2004, reunirá mestres, cientistas e profissionais debatendo ´Engenharia: Inovação com responsabilidade social.
Com o Sistema Confea/Crea à frente do evento, a WEC 2008 reúne muitas parcerias, entre outras, com a Unesco, que considera fundamental a qualificação em engenharia para o combate à pobreza, o que implica em desenvolvimento social.
Eng. civil Marcos Túlio de Melo
Presidente do Confea
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