
Em seu discurso, o presidente Lula destacou a importância do evento. “É uma grande honra receber engenheiros e engenheiras do mundo inteiro aqui em Brasília”, disse ele. “A engenharia é fundamental para o setor produtivo e, portanto, para o desenvolvimento de um país, que demanda vontade, construção e inovação. Esta crise internacional obriga a todos nós, de uma forma profunda, a desenvolver uma capacidade imensa de melhor aproveitar os recursos e propor soluções. É um momento da retomada do desenvolvimento”.
Segundo o presidente, atualmente há mais demandas no mercado de trabalho para os engenheiros do que havia nos anos 80 e 90, quando a estagnação econômica causou a queda brusca pela procura desses profissionais. Para o presidente, hoje a realidade é outra. “As obras do PAC transformaram o país em um enorme canteiro de obras, aumentando a demanda. Um salto assim exige profissionais com mais especialização e que insiram inovações em seu dia-a-dia para competir no cenário global deste século. São desafios tanto econômicos quanto ambientais. Até 2010, vamos investir 504 bilhões de reais em infra-estrutura, energia e urbanização”, ressaltou.
O presidente salientou ainda que a crise econômica mundial será, para o Brasil, uma oportunidade. “Temos um mercado interno extraordinário. Como podemos ser afetados? Tomamos todas as medidas para passar pela crise e não vamos parar nenhuma obra do PAC, em nenhum Estado brasileiro”, afirmou. Lula disse ainda que em momento de crise é necessário investir em áreas como educação, transportes e habitação, para dar continuidade ao que foi planejado. “Acabou-se o tempo em que, numa crise, qualquer governo se encolhia. Somos a geração que viveu 20 anos dessa forma, mas hoje tenho o orgulho em dizer que o país vai crescer”, afirmou Lula.
Legislativo
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), também esteve presente na abertura da WEC 2008. Segundo ele, a crise econômica atual abala os alicerces do capitalismo. “Só a mobilização de uma categoria como a dos engenheiros pode trazer índices mais favoráveis de bem-estar para a nossa sociedade”, enfatizou.
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), destacou o orgulho de o Brasil sediar um evento como a WEC 2008, justamente pela importância da engenharia para o desenvolvimento nacional. “A engenharia brasileira já produziu a Itaipu, ponte Rio-Niterói, Brasília. Agora nos deparamos com a falta de profissionais no mercado. Os engenheiros e demais profissionais envolvidos nas obras do PAC são protagonistas de uma nova realidade, em que o conhecimento desponta como mola propulsora, viga e alicerce do desenvolvimento”, apontou Chinaglia.
Ele ressaltou ainda que os engenheiros têm o compromisso de diminuir as desigualdades sociais no Brasil, proporcionar qualidade de vida e solucionar problemas. “Neste momento, a WEC 2008, com o tema inovação com responsabilidade social, vem para contribuir com as metas de desenvolvimento do milênio”, finalizou.
Organizadores
O presidente da Federação Brasileira das Associações de Engenheiros (Febrae), eng. Carlos Roberto dos Santos Moura, revelou a grande satisfação que sentiu ao participar da organização da WEC 2008. “Ao longo dos últimos quatro anos, em parceria com o Confea, travamos uma luta em prol da organização deste evento. Os engenheiros devem ser entendidos como agentes do desenvolvimento econômico”, afirmou. “Temos responsabilidades para com a discussão de novos caminhos e, portanto, o tema da WEC 2008 é de extrema relevância”.
Após a solenidade de abertura da WEC 2008, o presidente do Confea, eng. civil Marcos Túlio de Melo, manifestou confiança nas palavras do presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Tenho expectativa de que as obras do PAC não parem, pois é muito importante que os investimentos e o desenvolvimento do país não estacionem”, destacou. Junto com a Febrae e a Federação Mundial das Organizações de Engenharia, o Confea foi o realizador da WEC 2008, no Brasil.
Também estiveram presentes na abertura do evento o governador do DF, José Roberto Arruda; os ministros Alfredo Nascimento (transportes) e Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão); o presidente da FMOI, Barry Grear; o embaixador Vincent Defourny, representante da Unesco no Brasil e o presidente da Confederação Nacional da Indústria, deputado Armando Nogueira.
Equipe de Comunicação da WEC
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