
O setor da construção civil no Amazonas tem vivido um momento, no mímino, impreciso. Sobram vagas de emprego para o setor, mas a escassez de mão de obra qualificada impossibilita contratações. Outra situação ambígua está em relação aos custos da construção no Amazonas, que encarecem os empreendimentos. Em 2011, o setor da construção civil, em Manaus, criou mais de 250 mil oportunidades de empregos na cidade. Desse montante, 88 mil eram empregos diretos. Segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), se comparados com os números com o trabalho informal, há a proporção de 1 emprego da construção civil para 2 informais. Se falta mão de obra especializada, sobram vagas nos canteiros de obra. De acordo com o presidente do Sinduscon, um mestre de obras na capital pode ganhar até R$ 5 mil, mas é preciso investir na profissão. “A dica é procurar se especializar, fazer um curso de pedreiro, mestre de obras, técnicos de edificações entre outros”, afirma. No Amazonas, as dificuldades do setor começam pela infraestrutura insuficiente e o período de chuva que dura cerca de 6 meses. De acordo com o engenheiro José Antônio Grajeda, outro problema é a marginalização da construção civil em relação ao Polo Industrial de Manaus (PIM). “O trabalhador, em geral, não nos vê como indústria e acabam por escolher carreira no distrito industrial, criando uma deficiência de mão de obra na construção civil”, afirma. Para solucionar a dificuldade, Gadelha, que também é gerente do projeto Arena da Amazônia, diz que é preciso formar, profissionalizar e qualificar o funcionário dentro da própria construção. Ele revela que criar um espaço dedicado aos funcionários que possuam interesse em dá continuidade aos estudos é fundamental, além de ter a chance de se fazer um acompanhamento in loco da evolução dos estudantes/funcionários. Além disso, ele lembra que o é ensinado nas aulas pode ser visto ao vivo no canteiro de obras. Outra solução seria encontrada na evolução tecnológica aliada a mobilidade que também se tornou uma ferramenta imprescindível para o sucesso dos empreendimentos. Segundo pesquisas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), referentes ao ano de 2010, apenas 36% das construtoras possuem um sistema integrado. Somente 18% das empresas contam com um sistema informatizado no próprio pátio de obra. Reflexo disso são os desperdícios e locações incorretas de materiais, dado esse apontado pelos empresários do setor (73%) como um dos maiores problemas enfrentados. Outros números que surpreendem pertencem ao mercado imobiliário, que apresentam evolução de aquisições dos imóveis em relação à demanda de empreendimentos ofertados nos últimos anos. O engenheiro civil e diretor da Comissão da Indústria Imobiliária (CII/Sinduscon-AM), Newton Sampaio Veras, atribui o crescimento a três fatores preponderantes: parcelas mais acessíveis, financiamento com juros menores e a disposição do crédito imobiliário. “Hoje, os prazos de pagamento são maiores, chegando a ser de 30 anos. As pessoas estão atentas que é melhor aderir a um desses planos e ser dono do imóvel do que ficar pagando aluguel para o resto da vida”, explicou Veras. Oportunidade de qualificação O Senai Amazonas trabalha na formação de mão de obra para a construção civil. A Escola Senai Demóstenes Travessa lançou o curso de Montador de Alvenaria em Bloco Estrutural e já está com inscrições abertas para a formação da primeira turma. O curso de aperfeiçoamento profissional possui carga horária de 42h e vai abordar gestão de qualidade, segurança e ambiental, alvenaria de vedação, alvenaria estrutural, e técnicas construtivas. A programação do curso visa preparar o profissional para executar processos construtivos em alvenaria estrutural, com segurança, qualidade e economia, seguindo as especificações, as normas e os prazos estabelecidos em projeto. Os candidatos interessados devem ter o 6º ano do Ensino Fundamental e comprovar o curso de pedreiro ou comprovar ser profissional da área. O investimento nesta formação profissional é de R$ 230,00, valor que poderá ser parcelado em duas vezes. A primeira turma está prevista para iniciar no dia 7 de novembro, das 18h30 às 21h30, com término no dia 30 de novembro. Inscrições e mais informações na Escola SENAI Demóstenes Travessa, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, 510, bairro Distrito Industrial, ou pelos telefones 3614-5902/5919. Fonte: Portal Amazônia
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