
O Mapa do Trabalho Industrial 2012, divulgado na última semana, confirma a carência de mão de obra qualificada no Norte do País. De acordo com a pesquisa, elaborada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), até 2015 a região vai precisar de 294,8 mil profissionais. A necessidade da Região Norte representa 4,1% da demanda nacional no período, estimada em 7,2 milhões de trabalhadores de nível técnico e média qualificação. Do total dessa demanda, 1,1 milhão serão para novas oportunidades no mercado de trabalho. O restante será por qualificação dos que já estão trabalhando. Segundo o estudo, a ocupação que mais precisa de cursos profissionalizantes é na área de alimentos, seguida da operação de máquinas de costura de peças de vestuário e operação de máquinas pesadas para a construção civil. Entre as ocupações de nível técnico, a demanda é por técnicos de controle de produção, técnicos de eletrônica e técnicos de eletrotécnica. De acordo com o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Rafael Lucchesi, os dados indicam que a educação profissional é um caminho positivo para os jovens por propiciar mais oportunidades. “Isso é extremamente importante para o projeto de vida da juventude e das famílias brasileiras, mas é importante para a competitividade da indústria brasileira e do país gerando mais desenvolvimento econômico e riqueza”. Lucchesi ressaltou que a expansão da rede de escolas técnicas federais e estaduais já tem ocorrido para atender a essa demanda, o que serve ainda para balancear a matriz educacional do país. Além disso, muitas das ocupações de nível técnico empregam mais e com salários melhores e mais estabilidade. “Fora isso, o jovem vai ingressar mais cedo no mercado de trabalho e pode, já empregado, continuar estudando e custear seus estudos. A mensagem para a juventude é a de que o curso técnico é uma carreira estável, uma boa aposta. O salário médio inicial é mais de R$ 2 mil, passando por R$ 5 mil e chegando de R$ 8 mil a R$ 15 mil em topo de carreira”. Fonte: Portal Amazônia
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