
Cerca de 30 lideranças indígenas das etnias Poyanawa, Ashaninka, Kaskinawá e Hunikui-arara recebem até o mês de junho cursos técnicos com o objetivo de formar agentes agroflorestais. A Comissão Pró-Índio (CPI), em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) são os responsáveis pela formação. As aulas são realizadas no Centro de Formação Povos da Floresta, na rodovia Transacreana, km 08, em Rio Branco. Esta é a 18ª turma e, além dos já citados parceiros, a CPI tem a ajuda da sociedade civil organizada. A disciplina trabalhada, na última semana, foi Mitos e Lendas Indígenas, com a confecção de esculturas em maneira reaproveitada. De acordo com o coordenador do programa de Gestão Territorial, Marcos Castelli, os indígenas são escolhidos pela própria comunidade. “São capacitados durante um mês e retornam às aldeias com as informações necessárias para a proteção de suas terras e manutenção do meio ambiente”, explicou. A etnia Kashinawá abriga nove aldeias, com mais de 900 indígenas. De acordo com Amiraldo Huni Kui, três indígenas Kashinawá estão participando das capacitações. Ele acredita que o papel do representante é repassar tudo o que foi aprendido. “Queremos manter a floresta de pé, preservando e, ao mesmo tempo, utilizando de maneira consciente tudo o que ela nos oferece”, comentou.Fonte: Portal Amazônia.com
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