
Os dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM) mostram que, atualmente, existem 67 profissionais cadastrados sendo 63 com visto e 4 com registro do CREA-AM. Destes, os engenheiros navais com registro no Amazonas, 3 formaram-se no Rio de Janeiro e 1 em São Paulo, o que é legalmente permitido. Essa escassez de profissionais motivou o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (SECTI-AM), a buscar soluções para estimular a qualificação de engenheiros que desejam ingressar nesse setor. Para contribuir na melhoria desses indicadores a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe até o dia 16 de outubro inscrições de engenheiros que queiram dar continuidade aos estudos na área naval. O edital 023/2013 de fomento ao Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados em Engenharia Naval do Estado do Amazonas (RH-NAVAL) foi lançado neste mês. Os resultados da iniciativa são para médio e longo prazo. De acordo com o edital, mais de R$ 3 milhões serão destinados para atender à demanda de mão de obra do setor naval, através de programas de pós-graduação stricto sensu no Brasil, reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Serão oferecidas 20 bolsas de Mestrado e 10 de Doutorado. A ação pretende alavancar os esforços para o Polo Naval amazonense, e assim tornar o mercado local mais competitivo. O secretário de CT&I, Odenildo Sena, ressaltou a importância do investimento para a região em virtude dos fluxos fluviais existentes e da ampliação do conhecimento, necessidade crucial para o desenvolvimento do Estado. “Não temos aqui no Amazonas nenhum doutor em engenharia naval, o que é um paradoxo, porque as nossas estradas são os rios, nossa principal fonte de comunicação com o interior. Tivemos a ideia de fazer um investimento de futuro não tão distante com formação de mestres e doutores que possam multiplicar seus conhecimentos e ampliar o universo de pessoas nessa atuação, isso vai fazer com que a gente ganhe autonomia nessa área”, afirmou Sena. O esforço feito pelo Governo do Estado, por meio do Sistema Estadual de CT&I, é também uma estratégia para estimular o crescimento de novas áreas de atuação no Estado. O acordo de cooperação foi assinado pelos titulares da SECTI-AM, Odenildo Sena, e da Fapeam, Maria Olívia Simão, durante a 4ª Reunião Extraordinária do Fórum Estadual de Gestores de Instituições de Ensino e Pesquisa conjunta com o Fórum de Inovação do Estado do Amazonas, no último dia 14. COMO PARTICIPARPara concorrer às bolsas, os candidatos precisam atender a requisitos básicos como ser brasileiro ou naturalizado. Quando estrangeiro, ter visto permanente e residir há mais de cinco anos no Estado. Além de estar cadastrado no sistema de Currículo Lattes do CNPq e no Cadastro de Pesquisadores da Fapeam. O candidato precisa estar regularmente matriculado ou ter sido selecionado em curso de Pós-Graduação stricto sensu, credenciado pela Capes para realização de curso na área de Engenharia Naval.Mais informações estão disponíveis no edital, no site da Fapeam.ENGENHEIRO NAVALMuito procurado, o profissional do setor naval é valorizado nas diversas funções que pode exercer como controlar serviços em estaleiros, projetar embarcações, plataformas e tecnologias para os serviços de construção de apoio à navegação.Em Manaus, apenas a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) oferece a graduação em Engenharia Naval.“Este é o primeiro vestibular em que disponibilizamos vagas para formar turmas para o curso”, disse o coordenador, Eduardo Boreda.A graduação em Engenharia Naval foi criada este ano, mas desde 2008, a UEA oferece o curso de tecnologia em construção naval.Fonte: Ciência em pauta
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



