
“O mercado brasileiro ainda busca um fundamento para direcionar os preços. As oscilações dos contratos da BM&FBovespa e as quedas das cotações externas e nos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR) reforçam as incertezas de agentes”, avalia o Cepea em alerta de mercado divulgado nesta terça-feira (4/11). No mercado físico brasileiro, entre 28 de outubro e 4 de novembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), que serve de referência para a liquidação dos contratos futuros na bolsa brasileira, caiu 1,25%, fechando a R$ 24,78/saca de 60 kg na segunda-feira. Em Mato Grosso, o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea) mantém a expectativa de que os baixos preços do cereal vão influenciar no resultado da safra 2013/2014. No estado, o Imea estima que a produção pode ser reduzida em mais de 6 milhões de toneladas. “Todavia, devido aos estoques iniciais recordes, a safra 2013/14 brasileira terá ainda altos estoques de passagem”, avalia o instituto. De acordo com o levantamento do Imea, o mês de outubro encerrou com preços mais baixos para o milho em relação a setembro. A cotação média no mês passado foi de R$ 10,43 por saca de 60 quilos. No mês anterior foi de R$ 10,47 por saca. Na semana passada, houve uma valorização de 1,6% nas cotações, com a saca fechando cotada a R$ 10,98 na última sexta-feira (4/11). No mesmo período no ano passado, a saca estava na casa dos R$ 18. “Sem previsões para o próximo leilão de Pepro de milho e com os produtores focados na semeadura de soja, o mercado do cereal encontra-se com poucas negociações”, diz o Imea.Fonte: Revista Globo Rural.
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