Amazonas tem a menor taxa de emissão de carbono por hectare

O Amazonas é o Estado da Amazônia que mais colabora com a retirada de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e, por consequência, no combate ao efeito estufa, teve a menor emissão entre os oito Estados com áreas no chamado bioma amazônico entre 1996 e 2006 e retirou da atmosfera 56.698.970,13 toneladas de carbono, dentro e fora das Unidades de Conservação (UCs) federais e estaduais.

terça-feira, 26 de novembro, 2013 - 18:38
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Os dados fazem parte da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em conjunto com os Tribunais de Contas dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal. O Amazonas, que tem 26,81% de sua área protegida, foi o Estado que, no período, menos emitiu carbono: 0,60 tonelada por hectare. Essas áreas contribuem para a remoção de carbono da atmosfera.O gás carbônico (CO2) é lançado na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis (como carvão, petróleo e gás natural) e outras atividades humanas. É um gás importante para o reino vegetal, pois é essencial na realização do processo de fotossíntese das plantas (processo pelo qual as plantas transformam a energia solar em energia química).É liberado no processo de respiração (na expiração) dos seres humanos e também na queima dos combustíveis fósseis (gasolina, diesel, querosene, carvão mineral e vegetal). Mas a sua grande quantidade na atmosfera é prejudicial ao planeta, pois ocasiona o efeito estufa e, por consequência, o aquecimento global.A auditoria constatou que, mesmo com sua imensa importância para o controle do fluxo de carbono na atmosfera, as UCs da região não têm, atualmente, as condições necessárias para exploração de todo o seu potencial. Foi detectado que apenas 4% das unidades de conservação na Amazônia têm um grau avançado de implementação que permita uma plena atuação desses institutos.As UCs são espaços protegidos por possuírem características naturais relevantes. Na Amazônia, têm papel importante na redução do desmatamento e na diminuição da emissão de gases do efeito estufa, entre outros benefícios ao meio ambiente. Também possuem potencial de desenvolvimento econômico, de geração de emprego e de melhoria da qualidade de vida de populações próximas a elas.Menos da metade (40%) das UCs possuem planos de manejo, documento que define os planos específicos para cada área da unidade e as normas para funcionamento delas. Também há subaproveitamento econômico, pois o turismo nessas unidades é baixo e não há exploração sustentável. Outros problemas, como falta de recursos financeiros e humanos, pouca divulgação e falhas de governança impedem a utilização plena dessas áreas.Um dos resultados da auditoria é um mapa georreferenciado que mostra o nível de implementação de cada uma das unidades de conservação, construído com base nos indicadores avaliados pelos tribunais de contas.AuditoriaA proposta da realização da auditoria coordenada surgiu do presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, com o objetivo de fornecer à sociedade informações amplas sobre a situação atual das reservas. Durante o julgamento, o ministro ressaltou o caráter pioneiro da auditoria, que integrou vários tribunais de contas em um objetivo comum.O ministro ainda destacou que “um dos méritos deste trabalho foi verificar se estão sendo tomadas medidas, na prática, consoantes com compromissos assumidos na Conferência Rio +20, realizada este ano no Rio de Janeiro”.O TCU recomendou ao Ministério do Meio Ambiente e ao Instituto Chico Mendes (ICMBio) ações que permitam a melhor utilização das 247 Unidades de Conservação (UCs) federais e estaduais do Bioma Amazônia. Os órgãos devem divulgar e difundir o conhecimento sobre as áreas para a sociedade, além de aumentar o aproveitamento econômico das regiões e fornecer condições para que elas atinjam os objetivos pretendidos.Com as ações recomendadas pelo TCU, espera-se que as Unidades de Conservação da Amazônia possam aproveitar todo o potencial que possuem.Fonte: D24AM

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