Outro tópico é a importância de estimular o desenvolvimento tecnológico da construção. Isso já está previsto pelo programa de crédito lançado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vai liberar R$ 1 bilhão para dar suporte a empresas que se envolverem na busca por novas tecnologias construtivas. “O ‘Minha Casa, Minha Vida’ podia estimular ainda mais essa questão.” Por fim, Souza cita a inportância de incentivar a sustentabilidade nas dimensões econômica, ambiental e social. “Para isso, as empresas que desenvolverem a sustentabilidade poderiam ter redução de juros, como uma indução a prêmios”, recomenda.
Construtoras
A Rossi vai replicar os seus princípios de qualidade e sustentabilidade nas construções que se aplicam ao programa do governo. Segundo Rodrigo Martins, diretor do segmento econômico da empresa, “o nosso cardápio é padronizado, não existe artesanato”. Do landbank que comporta até 80 mil unidades residenciais, 4% ou 5% devem ser voltados para a menor faixa do projeto. “Mas isso depende das prefeituras, mercado e da velocidade das aprovações”, afirma.
“A economia de material não se transforma em lucro, a gente vai lucrar com a escala”, afirma Paulo Cury, diretor técnico da Cury. Ele afirma que a empresa utiliza materiais certificados nas construções e, durante as obras, fazem reuso de água. “A manutenção dos empreendimentos é indiferente se é de 0 a 3 ou de 3 a 10. Nós é que fazemos”, afirma. Cury diz ainda que tem medo de haver uma pressão inflacionária sobre os materiais e de faltar mão-de-obra. “Além disso, ainda não foi definida como vai ser a administração dos empreendimentos para famílias de até três salários. Acho que deveria ser feita por um órgão da Caixa e por uma administradora independente, como no caso do PAR [Programa de Arrendamento Residencial].”
Antonio Guedes, diretor de Novos Negócios da Cyrela Brazil Realty lembra que “as unidades construídas pela iniciativa privada têm prazo de garantia conforme lei e é de responsabilidade da própria construtora”. Ele cita a Living, que não teve e nem terá alteração na descrição dos materiais a serem utilizados nas obras. No caso da Atua, braço econômico da Yuny, os fornecedores são os mesmos. “Vamos apenas mudar os materiais de acabamento. Não acredito que o pessoal vai entrar no programa para piorar a qualidade das construções.”
Fonte: Gazeta Mercantil
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



