Segundo o presidente, em razão da “fiscalização muito rígida” e de trâmites burocráticos, como a elaboração de projetos básico e executivo, pedidos de licença prévia, licitação e demandas judiciais, um mandato de quatro anos não é suficiente para, por exemplo, construir uma usina hidrelétrica.
Segundo Lula, a responsabilidade pelo excesso de entraves “não é culpa de ninguém, é culpa do Congresso Nacional”, disse, incluindo-se entre os responsáveis. O futuro PAC terá os mesmos moldes do atual e preverá obras em infraestrutura.
OPOSIÇÃO
Questionado sobre se havia dialogado com a oposição sobre sua intenção, Lula voltou a demonstrar convicção de que elegerá seu sucessor – desta vez sem mencionar o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff – e reconheceu que não falou com outros presidenciáveis.
“Não preciso de ninguém para fazer o PAC. Até o dia 31 de dezembro de 2010, eu sou o presidente da República. Eu deixarei os projetos. Se quem ganhar as eleições não quiser fazê-los, que faça outros. Mas haverá no Brasil uma prateleira de projetos para as coisas que nós entendemos serem prioritárias.” Em elogio à própria administração, o presidente louvou os resultados do PAC em andamento, definindo-o como “uma demonstração extraordinária que mostra que, quando fazemos projetos, as coisas fluem com muito mais tranquilidade”.
Essa análise positiva do andamento das obras, contudo, não é unânime.Há um mês, um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicou que a União investiu apenas 28% dos recursos previstos no plano em seus dois primeiros anos. Para cumprir as metas, segundo o levantamento, os ministérios precisariam investir R$ 37 bilhões em apenas um ano – o dobro do valor executado nos anos de 2007 e 2008.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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