Amazonas registra aumento de 21,6% nos casos de queimadas em janeiro

Estado contabilizou 5.118 focos de incêndio em 2013, segundo o Inpe. Ocorrências são resultado de práticas tradicionais usadas em áreas de plantação.

quarta-feira, 29 de janeiro, 2014 - 10:36
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O número de queimadas no Amazonas, em janeiro deste ano, cresceu 21,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nos primeiros 25 dias de 2014, 45 focos ativos de incêndio foram detectados no Estado, contra apenas 37, no mesmo intervalo de 2013.Fruto de técnicas tradicionais como, por exemplo, a limpeza e fertilização de terrenos, áreas de plantação e pasto, as queimadas renderam ao Amazonas 5.118 focos de incêndio em 2013. Os meses de setembro (1.739), agosto (1.276) e outubro (1.202) foram os que apresentaram a maior incidência de focos.O fato de o período de fogo no Amazonas acontecer prioritariamente entre os meses de agosto e outubro e as queimadas estarem relacionadas à temperatura seriam as causas para o crescimento de focos, no intervalo. As queimadas influenciam o índice de chuvas registrados na região, uma vez que a fumaça diminui a quantidade de luz solar que chega à superfície.Apesar do crescimento, o Amazonas, no comparativo com os demais Estados da Região Norte, ocupa o sexto lugar no ranking de queimadas, ficando atrás do Amapá, saltando de três focos para dez, um crescimento de 233,3%; Pará, partindo de 167 focos para 246, um salto de 47,3%; Rondônia, saindo de sete para 11 casos, um incremento de 57,1%; e Tocantins com 50 focos, em 2013, e 86, neste ano, um aumento de 72,2%.Apenas Roraima apresentou queda, no intervalo, saindo de 397 focos para 247.Conforme levantamento divulgado pelo Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima), em 2013, apenas na última semana do mês de outubro, 375 focos de calor foram registrados no Estado.Na época, o coordenador do Ceclima e do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), Luís Piva, explicou que os municípios do entorno do Amazonas, como Presidente Figueiredo, Autazes e Novo Aripuanã, somaram 99 focos de incêndio.Consideradas áreas prioritárias pelo centro, que monitora semanalmente os focos de calor com o objetivo de obter o perfil das queimadas, a Região Metropolitana de Manaus e o sul do Amazonas colocaram, em 2013, o Estado com 375 focos de calor, em uma semana, como o 3º com mais casos do tipo em toda a Amazônia Legal, perdendo apenas para o Pará (1.142) e o Maranhão (556).DanosA incidência de fumaça e a queda na umidade relativa do ar causam impactos na saúde tanto de pacientes alérgicos como de não alérgicos. O motivo é o ressecamento da mucosa das vias aéreas que aumenta as chances de infecções como rinites, amigdalites e faringites.Com o ressecamento da mucosa, os cílios respiratórios ficam paralisados, contribuindo, em casos mais graves, para a intensificação de pneumonias e broncopneumonias.Para evitar os impactos do ar seco, as pessoas devem utilizar bacias com água dentro do quarto durante a noite para elevar a umidade e a utilização de soro fisiológico para manter a mucosa nasal úmida. Além disso, é preciso que as pessoas bebam bastante líquido e consumam frutas com alta concentração de líquido, segundo recomendam médicos e outros especialistas da área.Queimadas urbanasDados divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), no ano passado, apontaram a ocorrência de 388 queimadas urbanas, de janeiro a setembro, em Manaus. As zonas norte e leste, as mais populosas da cidade, foram as que mais apresentaram incidência do crime, previsto na Lei 605/2001.A queima de lixo doméstico e folhas ainda é o principal costume a ser vencido pelos órgãos ambientais na capital, segundo a Semmas. A queima de resíduos é passível de multa, com variação de 10 a 100 mil Unidades Fiscais do Município (UFM’s), ou seja, R$ 740 a R$ 3,7 mil.Fonte: Portal D24am

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