
O fenômeno da cheia dos rios da Amazônia chegou ao fim nas principais bacias hidrográficas da região. O rio Negro, que banha a capital do Amazonas, entrou no período da vazante na última terça-feira (8). A cidade está sob decreto de emergência desde o dia 26 de maio. No interior do Estado, 39 municípios foram afetados pela subida das águas nas bacias dos rios Madeira, Juruá, Jutaí, Purus e Amazonas. As cidades no Sul da Amazônia tiveram maiores problemas com a cheia entre março e abril. Os Estados de Rondônia e Acre decretaram calamidade pública.Na opinião do presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Iran Lima, os principais prejuízos pelo fenômeno foram sociais. “Milhares de famílias tiveram que sair – e continuam fora – de suas residências, principalmente aquelas situadas nas comunidades ribeirinhas. Muitas destas casas tiveram a estrutura afetada e precisarão ser reconstruídas”, declara Iran.Lima explica que aconteceram perdas também na malha viária, no sistema de iluminação pública e as aulas foram paralisadas em quase todos os municípios do interior. “Os danos também chegaram às economias destes municípios. As atividades mais afetadas foram a agricultura e a pecuária. As perdas ainda serão avaliadas”, explica o presidente.Doenças e assistência socialNa grande maioria dos municípios a ‘descida’ das águas acontece lentamente. “Fato dificulta qualquer cálculo ou estimativa sobre valores neste momento”, explica Lima. “Vale ressaltar que o fim da cheia não significa que os problemas acabaram. Esta é uma época em que muitas doenças provocadas por vírus, bactérias e parasitas presentes na água, como verminoses, doenças diarreicas, gastrenterites, dermatite e febre tifoide vem à tona com grande intensidade”, alerta.A Defesa Civil do Amazonas informou que o órgão continua com o monitoramento dos municípios e áreas atingidas pela cheia. O órgão também está presta assistência humanitária aos municípios em emergência e calamidade. O mesmo tem feito a Defesa Civil de Manaus. Segundo a assessoria de imprensa do órgão municipal, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) tem assistido os bairros e comunidades afetadas com kits de ajuda humanitária e aluguel social.Previsão do tempoDe acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até o momento, as chuvas de julho estão dentro da normalidade. “Já a previsão climática para os próximos meses é de que as chuvas fiquem dentro ou ligeiramente abaixo da a média, pois está começando o fenômeno El Niño, que diminui as chuvas na Amazônia”, analisa do meteorologista Gustavo Ribeiro.Fonte: Portal Amazônia
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