Ministro da Educação destaca parceria com o Confea

O ministro da Educação, Fernando Haddad, concedeu entrevista exclusiva ao site do Confea, durante o lançamento do Fórum Mundial de Educação Técnica e Tecnológica, que acontecerá em novembro. Ele declarou que o Confea é estratégico para melhorar a educação tecnológica no País.

quarta-feira, 1 de julho, 2009 - 09:06
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Confea: Ministro, 100 anos de ensino técnico no Brasil, o governo pretende dobrar o número de escolas técnicas, e agora o senhor lança o Fórum Mundial da Educação Profissional e Tecnológica. Qual a avaliação que o senhor faz disso?
Fernando Haddad – Penso que os avanços da educação profissional no Brasil no período recente são consideráveis e notáveis. A população reconhece o esforço do governo em promover não apenas o debate, mas a expansão e a qualificação do atendimento, e não faz referência apenas à criação dos 38 institutos federais que estarão em mais de 300 cidades brasileiras até o fim 2010. Faço referência também ao Brasil Profissionalizado, que apoia a reestruturação das escolas estaduais de ensino médio, ao acordo com o Sistema S, que tem força de lei, porque foi recepcionado por decreto presidencial. Esse acordo resgata uma missão histórica do Senai e do Senac de oferecer cursos profissionalizantes gratuitos para a população de baixa renda. Não fosse por isso, o presidente Lula não teria chegado à Presidência da República. E faço referência à academia. O Confea, por exemplo, é um parceiro de primeira hora do MEC e tem nos ajudado muito na regulação dos nossos cursos superiores, os nossos bacharelados voltados para a Engenharia, para a Agronomia e para a Arquitetura. Tem feito um trabalho extraordinário com a Secretaria de Ensino Superior, e, juntos, vão dar uma nova cara à engenharia brasileira por meio da consulta pública que está em curso [para diminuir o número de denominações de cursos de Engenharia](Veja o site). Então, temos razões para comemorar.
Confea: E como o senhor avalia o trabalho dos tecnólogos no Brasil?
Haddad – Penso que estão ganhando densidade, haja vista o fato de que muitas empresas já estão passando a considerar nos seus editais de contratação a figura do tecnólogo. Por quê? Porque o tecnólogo está recebendo do poder público a atenção devida. Começa pelo catálogo nacional dos cursos superiores de tecnologia, disciplinando a matéria, estabelecendo o perfil adequado do profissional egresso, a infraestrutura mínima de laboratórios para uma boa formação, além do perfil do corpo docente adequado para esse fim. Então, eu penso que uma fronteira enorme de expansão dos cursos superiores no Brasil são os cursos superiores de tecnologia.
Confea: Em relação à Amazônia, essa rede de ensino técnico também está crescendo nessa fronteira?
Haddad – Todas as mesorregiões definidas pelo o IBGE estão recebendo investimentos federais. Sem exceção.
Confea: Então a Amazônia teria ou não um tratamento especial nesse crescimento?
Haddad – Tem um tratamento especial e mais do que isso. Você sabe que os cursos oferecidos na Amazônia raramente tinham conexão e sintonia com os arranjos produtivos locais, com a agroecologia, com a diversidade. E agora todas essas escolas e institutos estão sendo obrigados a raciocinar em termos regionais e, portanto, sintonizar a oferta com as necessidades locais.
Thiago Tibúrcio
Assessoria de Comunicação do Confea.

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