
A informação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de que a degradação florestal na Amazônia Legal, por exploração madeireira ou por incêndios, despencou de 24.650 Km², em 2011, para 8.634 Km², em 2012, é um forte sinal de que a governança ambiental brasileira continua melhorando, de acordo com a avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). No ano passado, pelo Sistema Degrad, do INPE, o tamanho da degradação foi o menor – 5.434 Km² – desde que o governo começou a mapear, em 2007, áreas em processo de desmatamento onde a cobertura florestal ainda não foi totalmente removida.O sistema Degrad utiliza imagens dos satélites LANDSAT e CBERS, as mesmas produzidas para o Prodes – o programa principal do INPE para monitorar o desflorestamento no bioma Amazônia – e seu objetivo é mapear anualmente áreas de floresta degradada e com tendência a ser convertida em corte raso.Apesar da série histórica do Degrad ser considerada pequena, o menor valor já registrado é consistente com a tendência de queda na taxa de desmatamento por corte raso verificada pelo Prodes após 2005. Segundo o INPE, é baixa a taxa de conversão da degradação florestal apontada pelo Degrad para o corte raso mapeado pelo Prodes. “O Degrad é uma ferramenta importante para os órgãos de prevenção e combate ao desmatamento, pois permite intervenções em áreas cuja cobertura florestal ainda não foi completamente suprimida e convertida em outros usos, como pastagens e culturas agrícolas”, diz o INPE.Os sistemas do INPE – Degrad, Prodes e Deter – têm sido reconhecidos como uma contribuição fundamental para alcançar as metas do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) pela presteza e transparência na divulgação dos seus resultados.Os dois principais estados da Amazônia Legal conhecidos por suas atividades agrícolas e também por terem sido alvos de maiores aberturas de áreas, Mato Grosso e Pará, exibem reduções importantes na degradação florestal, segundo o Degrad. Em Mato Grosso, a degradação atingia 8.951 Km², em 2007, em relação a 2.121 Km², em 2013. No Pará, a área que sofreu degradação, em 2005, era de 3.899 Km², em relação a 1.511 Km² no ano passado.“Essa melhora geral não caiu do céu. É fruto de evolução da governança ambiental, obtida com mecanismos de comando e controle por parte dos órgãos de prevenção e combate ao desmatamento”, diz Carlo Lovatelli, presidente da Abiove.A entidade produziu uma linha do tempo sobre a evolução da governança ambiental no Brasil. Esta pode ser explicada como um conjunto de ações do governo, do setor privado e da sociedade civil que permitem conciliar a produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais.Fonte: Portal Acrítica
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