Adubo orgânico é saída para melhorar produção agrícola de subsistência

Pequenos agricultores do Amazonas agora têm uma nova ferramenta para ajudar a melhorar a produção a partir do adubo orgânico encontrado em suas propriedades. Em uma linguagem simples e com ilustrações, o engenheiro agrônomo Luiz Augusto Gomes de Souza, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), produziu uma cartilha com dez espécies de leguminosas que funcionam como ingredientes para se produzir composto orgânico ecologicamente correto.

terça-feira, 18 de maio, 2010 - 08:28
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Denominada “Leguminosas para Adubação Verde na Terra Firme e na Várzea da Amazônia Central”, a cartilha é o resultado de um levantamento das leguminosas existentes nas pequenas propriedades agrícolas na estrada que liga Manacapuru a Novo Airão (área de terra firme) e na área de várzea denominada Paraná do Supiá, no município de Manacapuru (localizado a 68 km de Manaus).
Os testes para averiguar a eficiência do composto orgânico à base de plantas foram feitos na segunda fase e apresentados como resultado preliminar do projeto “Práticas Agroecológicas para Produção Sustentável de alimentos, validadas para agrossistemas familiares do Estado do Amazonas”. A pesquisa foi coordenada por Rosely Coelho, do Inpa.
O pesquisador explicou que nos trabalhos de campo, realizados no ano de 2008, foram coletadas 37 espécies de plantas em dez propriedades e estas foram avaliadas quanto ao conteúdo de nutrientes que possuíam em suas folhas.
Doutor em Botânica, Souza contou que a seleção das melhores espécies próprias para adubação se deu com base nas informações registradas para o hábito de crescimento, frequência, produção de biomassa, conteúdo de nutrientes e capacidade de rebrotar.
“As espécies foram selecionadas e denominadas da maneira como são conhecidas pela população local, por exemplo, abotinha, faveira-camuzé, ingá-cipó, mulungu, malição, mata-pasto, gipooca, papo-de-mutum, feijão miúdo e feijão peludo”, disse.
Os testes com as espécies ajudaram, por exemplo, a aumentar o número de folhas e o peso total do chumaço da alface plantada por alguns produtores. Isso aconteceu porque o adubo melhora as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo (eleva a quantidade de nutrientes e a porosidade da terra). Consequentemente, a planta bem nutrida resiste a pragas, produz mais cedo e com qualidade.
A correção da cartilha contou com a colaboração de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Ocidental da Amazônia e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Próximos projetos
Hoje, o grupo de pesquisa está atuando no município de Presidente Figueiredo em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No local estão sendo realizados os mesmos estudos, mas em área de terra firme. A justificativa é que as principais limitações de fertilidades encontram-se nesse tipo de solo, pois é mais ácido e possui pouca disponibilidade de nutrientes.
Fonte: Fapeam
Ascom CREA-AM

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