Porém, não são só os humanos que sofrem com tais mudanças. A Amazônia, maior floresta tropical do mundo também pode estar sofrendo com os efeitos provenientes do aquecimento global.
Nesse sentido, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) estão, há sete anos, realizando um trabalho de monitoramento de algumas áreas da floresta amazônica com o propósito de avaliar se o ciclo natural da floresta vem sendo afetado e se ocorre esta interferência devido às mudanças no clima.
O estudo denominado “Ecologia, Avaliação e Monitoramento de Florestas Tropicais” é coordenado pela mestre em Ciências Biológicas do INPA, Iêda Leão do Amaral, com apoio da Organização Não Governamental Conservação Internacional (CI).
A pesquisadora conta que delimitou esse estudo no trabalho intitulado “Monitoramento e avaliação florística em parcelas permanentes na floresta de terra firme em áreas adjacentes a Manaus”, com financiamento de R$17 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) por meio do Programa Integrado de Pesquisa Científica e Tecnológica (Pipt).
“Atualmente, trabalhamos com seis hectares em três áreas: Itapiranga e sede da Reserva Adolpho Ducke, Cabo Frio e Km 37 da BR Manaus – Boa Vista, Km 34 e Km 14, que fica na área do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA)”, explicou Amaral.
Árvores avaliadas
Em cinco dias acampados na floresta, a equipe composta por dois técnicos e duas bolsistas, marca todas as árvores delimitadas no hectare da pesquisa com uma placa de identificação e mede a circunferência do tronco para analisar quais chegaram a 10cm. “O trabalho é realizado anualmente para verificar as espécies que conseguiram chegar a este tamanho, ou seja, que vem crescendo e sobrevivendo ao ambiente”, disse a cientista.
Ela explica ainda que, durante as pesquisas em campo, são verificadas as árvores que não resistiram ao ciclo natural da floresta. “É uma área que não tem interferência humana, então verificamos os motivos que levaram uma árvore a cair, se foi decorrência de um vento forte ou até mesmo de fragilidade em sua estrutura”, comentou Amaral.
Próximos projetos
Na fase de computação dos dados já obtidos, Amaral contou que posteriormente essas informações referentes à floresta serão cruzadas com os dados obtidos em pesquisas climáticas para assim analisar a real interferência do clima no ciclo natural da flora.
“O ciclo da floresta, afeta diretamente a fauna, que depende, por exemplo, da produção de frutos e flores, compondo toda a cadeia alimentar. Se não tem floresta, que é o topo da cadeia, não temos nada”, enfatizou a pesquisadora ao ser questionada sobre a preservação do meio ambiente.
Fonte: Fapeam
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