O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec), Cícero Custódio, reuniu nesta manhã com os trabalhadores, em um canteiro de obra localizado no bairro Parque 10. Ele pediu que os operários deixassem o trabalho. Apenas alguns homens permaneceram no local onde está sendo construído um condomínio.
Segundo Custódio, o episódio de hoje deve se repetir por tempo indeterminado. “Continuaremos dia após dia pedindo que os trabalhadores voltem para casa até que as reivindicações de reajuste salarial de 8,3% mais cesta básica sejam atendidas”, disse. Custódio não confirmou a paralisação em 100% da categoria.
“A justiça decidirá”, diz Sinduscon
O Sindicato das Empresas da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscom) informou que cabe a Justiça decidir o caminho que a greve deve tomar. Segundo o sindicato, os empresários tentaram negociar com os trabalhadores, mas eles recusaram a contraposta.
O Sinduscom entrou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última sexta-feira (9) e alega que, só vai aceitar o que a Justiça determinar. Na ação, o Sinduscom pede que o TRT julgue a legalidade da greve e o percentual de reajuste.
Greve atinge apenas setor imobiliário
De acordo com a assessoria do Sinduscom, a greve atinge apenas o setor imobiliário. Aproximadamente 110 empresas são sindicalizadas em Manaus. Do total de empregados, 20 mil são legalizados e possuem carteira de trabalho assinada. O sindicato também estima que outros 20 mil trabalhadores estejam em situação irregular.
De braços cruzados há cinco dias
Ao completar cinco dias em greve, o vice-presidente Sintracomec, avalia que a mobilização está ocorrendo dentro do planejado. “A greve está ocorrendo apenas para que o trabalhador seja contemplado com melhorias. Não é para prejudicar uma classe ou outra”, disse.
Os operários pedem reajuste de 8,3%, cesta básica no valor de R$ 80 e instalação de restaurantes nos canteiros de obras. O Sinduscon ofereceu 6,6%. A proposta foi recusada.
O piso salarial dos trabalhadores da construção civil atualmente é de R$ 770.
Fonte: Portal Amazônia
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