“Para ter uma atribuição, o profissional tem que cursar determinados conteúdos. São esses conteúdos que a Matriz do Conhecimento estabelece”, explicou o conselheiro federal Lino Gilberto da Silva. Segundo ele, a Matriz servirá de referência para as instituições de ensino no momento da criação de novos cursos. “Com a Matriz pronta, o elaborador do curso saberá quais conteúdos ele deve abranger para que seu aluno formado tenha determinada atribuição”, explicou.
Nos casos dos já formados, a Matriz do Conhecimento ajuda quando o profissional faz um curso de especialização, mestrado ou doutorado. “Antigamente, ao se especializar, o profissional só adquiria conhecimento. Hoje, ele pode exigir do Crea a atribuição”, explicou Lino. De acordo com ele, quando pronta, a Matriz do Conhecimento também ajudará os Creas no momento da concessão de atribuição para esses profissionais especializados.
A primeira reunião, que ocorreu no final de setembro, teve como objetivo fazer com que as diferentes modalidades profissionais chegassem a um consenso quanto aos tópicos básicos das diretrizes curriculares (disciplinas como Matemática, Física, Química, etc).
Já a reunião que ocorre nesta semana tem como objetivo abordar os tópicos profissionalizantes (ou seja, as disciplinas mais específicas), para também se chegar a um consenso sobre aquelas disciplinas que fazem interface entre duas áreas profissionais (disciplinas comuns à Engenharia Civil e Arquitetura, por exemplo).
O próximo encontro ocorrerá junto com a segunda etapa do Congresso Nacional de Profissionais, de 17 a 19 de novembro, mês em que está previsto o encerramento do trabalho de harmonização da Matriz do Conhecimento.
Fonte: Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA
Ascom CREA-AM
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