Rios do Amazonas voltam a subir após registro de seca histórica

Os rios Negro e Solimões começaram a estabilizar o processo de subiba das águas após registrarem a maior seca da história no Amazonas. As calhas dos rios em Tabatinga, Careiro da Várzea, Parintins, Itaupeua, Coari e Manaus, municípios onde o rio atingiu as menores marcas, já estão com níveis acima da menor cota registrada.

quarta-feira, 3 de novembro, 2010 - 15:07
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O nível do rio Negro atingiu a cota mínima histórica de 13,63 metros no dia 24 de outubro deste ano. Antes disso, o nível mais baixo havia sido registrado em 1963: 13,64 metros. O rio Solimões bateu o recorde de menor vazante no último dia 14 de outubro, quando o nível do rio atingiu a marca de 86 centímetros negativos no município de Tabatinga ( a 108 quilômetros de Manaus).
O rio Solimões entra no Brasil perto de Tabatinga, na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Na altura de Manaus, ele conflui com o Rio Negro. Por ter um volume maior de água, o Solimões influencia também o nível do Negro nas imediações da capital amazonense.
Apesar da subida do rio, ainda não é possível decretar o fim da estiagem no Amazonas de acordo com levantamento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). A Defesa Civil contabiliza que 40 municípios do Amazonas decretaram situação de emergência. Mais de 62 mil famílias foram atingidas pela seca.
Segundo o gerente de recursos hídricos do CPRM, Daniel Oliveira, as calhas do rio Amazonas e Solimões possuem um período específico para encerrar o processo de vazante. Ele explica que em Manaus, por exemplo, as águas do rio Negro começaram a subir no fim de outubro. No município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), a seca se estendeu até o início de novembro.
Daniel Oliveira informou que apenas em Tabatinga houve o fenômeno conhecido como repiquete, quando as águas sobem e descem em seguida, mas esta semana o rio voltou a subir. Nesta quarta-feira (3), a medição do Rio Negro em Manaus registrou 14,06 metros, 43 centímetros acima da menor cota. Já em Tabatinga o rio subiu 1,63 metros acima do seca recorde. A maior subida das últimas semanas foi registrada em Eirunepé. O nível do rio subiu 1,75 metros.
Monitoramento
Ao todo, 115 áreas são monitoradas pelo CPRM em todo o Estado. Vinte áreas estão localizadas nas principais calhas dos rios. As aferições nessas localidades são feitas semanalmente desde 2006 por ´observadores hidrográficos´.
Os comunitários recebem treinamento do Serviço Geológico para medir o nível do rio e enviar os dados via telefone para a capital. Nas outras áreas, o CPRM mantém estações telemétricas, processo automatizado que envia os dados para o monitoramento no órgão.
Fonte: Portal Amazônia
Ascom CREA-AM

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