A elevação de 18% do valor das vendas no ano passado (que inclui aumento de preços e quantidade), entretanto, foi insuficiente para manter a participação do setor na balança comercial brasileira. A fatia da agricultura e da pecuária na comercialização caiu de 42,5% para 37,9% e a explicação para a queda dada pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, foi a de que itens como petróleo e mineração conseguiram uma recuperação maior dos impactos da crise financeira internacional.
Nos últimos 10 anos, apenas em 2009, quando os reflexos da turbulência externa tiveram seu auge, as exportações de agronegócio apresentaram um decréscimo em relação ao ano anterior. Mesmo assim, o saldo da balança do agronegócio no ano passado foi de us$ 63 bilhões, um aumento de us$ 8,1 bilhões em relação a 2009, também uma marca histórica – conforme observa a repórter Célia Froufe. E o resultado só não foi maior porque, para evitar problemas de abastecimento interno, o governo liberou as compras de produtos essenciais, como trigo e algodão. Com isso, as importações do setor cresceram 35,2%, passando de US$ 9,9 bilhões para US$ 13,4 bilhões. O ministrominimizou a influência da baixa do dólar sobre a comercialização brasileira. ??Muitos falam que o câmbio amarra, mas a competência do agronegócio brasileiro é tão grande que somos capazes de sair da fazenda com custo razoável para enfrentar dificuldades.
Apenas levando-se em conta a quantidade de produtos agrícolas e pecuários vendidos pelo Brasil ao exterior, o crescimento verificado no ano passado foi de somente 3% em relação a 2009. Pode parecer pouco, mas é muito significativo para quem saiu de uma crise. Economias de alguns países não cresceram tanto assim no ano passado.
Fonte: Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA
Ascom CREA-AM
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