Os estrangeiros vêm dos países europeus, como a Espanha, dos Estados Unidos, da Ásia e da Argentina. A crise econômica freou os investimentos e provocou uma onda de desemprego nos outros continentes. Como o Brasil tem forte demanda de mão de obra e faltam profissionais no mercado, o Mdic tem recebido oferta deprofissionais qualificados do exterior. ´A carência de mão de obra ultrapassa a disponibilidade do mercado nacional e não há expectativa para formar profissionais em curto prazo`, confirma Marcos Túlio Melo, presidente do Confea.
Ele adianta que a proposta encaminhada ao Mdic tem como objetivo fazer um censo dos profissionais de engenharia e tecnologia, aproveitando a estrutura do Confea, dos Conselhos Regionais de Engenharia (Creas), do IBGE e do Ipea. O mapeamento vai permitir montar um perfil dos engenheiros com registro nos conselhos. Serão levantados dados como: formação profissional, prática de exercício da profissão, experiência, nível de especialização e se trabalha atualmente na área.
A partir do censo será identificada a carência de mão de obra e como podem ser supridas as necessidades do mercado. ´Hoje, assistimos a entrada de profissionais estrangeiros porque nos países de origem não têm emprego`, diz Melo. Segundo dados do Confea, em 2010 triplicou o registro de profissionais estrangeiros no país, de 115 processos anuais para cerca de 400.
Além da demanda quantitativa existe a falta de qualificação da mão de obra local. O presidente do Confea defende que o censo sirva de base para montar cursos de capacitação e atualização dos profissionais da área de tecnologia com a participação das universidades, escolas técnicas e das empresas. Em sua opinião, o governo deveria firmar convênios de mão dupla com esses países, para trazer cérebros que possam melhorar o nível de conhecimento.
Fonte: Confea
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