O superfaturamento do estádio que sediará os jogos da Copa em Manaus estaria na casa dos R$ 71,2 milhões. Além disso, há o temor da transformação da obra em um ‘elefante branco’. Esse mesmo risco chegou a ser levantado pelo Sindicato Nacional de Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), no mês passado.
A obra da Arena da Amazônia é uma das que, por conta do sobrepreço, teve parte dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) bloqueados. Em todo o Brasil, dos R$ 3,5 bilhões previstos para a construção e a reforma de estádios, apenas R$ 6 milhões foram liberados pela entidade financeira.
O gasto total com a obra, que disporá de mais de 40 mil lugares, deve ficar em torno de R$ 500 milhões. Para especialistas do Sinaenco, o estádio demandaria altos custos de manutenção, o que agravaria o risco de ficar vazia pela falta de times populares nos campeonatos estaduais.
Mobilidade
Após estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) afirmar que o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, está entre os nove aeroportos que não devem ficar prontos até a Copa de 2014, o TCU confirmou a preocupação com a entrega das estruturas aeroportuárias. O Tribunal divulgou que somente o de Guarulhos, em São Paulo, e o do Rio de Janeiro já começaram as obras. A Infraero ainda não se manifestou sobre o relatório do TCU.
Dos projetos de mobilidade urbana, apenas 34% estariam compatíveis com o programado – 54% estariam com data do início reprogramada e 12%, atrasados. Para o ministro Valmir Campelo, as obras de mobilidade urbana mais problemáticas estão em São Paulo, Manaus, Recife, Fortaleza e Brasília.
Fonte: Portal Amazônia
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