
O aumento de investimento, principalmente, na construção civil é apontado como única alternativa à crise de confiabilidade pela qual passa o País. A afirmação foi feita pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, durante o Fórum Norte Nordeste da Indústria da Construção, realizado na capital amazonense na última segunda-feira, 23. Esse posicionamento vai de encontro ao ajuste fiscal proposto pelo Governo Federal, baseado no aumento de impostos e na redução de investimentos. “Não estamos em crise internacional e essa é uma oportunidade para atrair recursos, por isso, acreditamos que o Brasil pode dar continuidade ao processo de ajuste fiscal sem deixar de realizar investimentos”, afirmou. Para ele, não há lógica em onerar um setor, como o da construção, por exemplo, que gera cerca de três milhões de postos de trabalho no País – sem contar, com os empregos gerados ao longo da cadeia produtiva. Em cinco meses, foram perdidos cerca de 250 mil empregos no segmento, o que impacta diretamente na política social do País. “Sempre que se onera a construção civil, reduz-se os investimentos, uma vez que 50% do que é investido no País é oriundo da construção civil”, explicou o presidente da CBIC, que também afirmou que o governo federal precisa ser sensível às propostas do setor para enfrentar esse momento difícil da economia. Martins ressalta o caráter inédito da crise brasileira, uma vez que se baseia na falta de confiabilidade e não na liquidez. Para ele, tal crise remonta à insatisfação generalizada, que vem se acumulando ao longo dos anos, em relação a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população – resultado da falta de eficiência. ALTERNATIVAS O presidente da CBIC diz que o modelo de desenvolvimento do Brasil, baseado no consumo, está no limite e que, portanto, é preciso que o Governo incentive alternativas de investimento para o setor da construção. Entre as propostas apresentadas, destaque para a que estabelece a adoção de um programa de habitação perene no País, o que contribuirá para a evolução do setor tanto no aspecto de gestão quanto tecnológico. Outra iniciativa defendida é um programa de revitalização de centro urbanos, com foco em habitações abandonadas, seguindo exemplos adotados na Europa. Na Holanda, 80% do mercado da construção civil é baseado na revitalização de imóveis antigos, enquanto na França, o percentual é de 40%. Ao fim de seu discurso durante o Fórum, Martins frisou a necessidade do Governo de combater a informalidade no segmento. Com informação da Assessoria de Comunicação do Sinduscon-AM | Shirley Assis Fotos: Acyane do Valle | CREA-AM Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]
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