Um bom planejamento na construção pode diminuir emissões de carbono e tornar uma cidade ambientalmente confortável. Essa idéia esteve presente nas falas de todos os participantes do Painel “Construção Sustentável e habitação na Amazônia”, realizado nesta quinta-feira,8, durante a Cúpula Amazônica dos Governos Locais, no Studio 5, Manaus.
A grande preocupação, para o arquiteto Jaime Kuck, professor da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), é o efeito que as construções exercem sobre as cidades como um todo. “Você tem em Manaus, por exemplo, construções que são problemas, verdadeiras estufas, por conta dos materiais utilizados, da orientação solar inadequada e da falta de aproveitamento da luz natural”, afirmou.
Segundo o professor, no Brasil se gasta em média 30% de energia elétrica em escritórios, quando na verdade o país tem a disposição bastante iluminação gratuita. “Além disso, toda cidade é uma ilha de calor, o que é vantajoso nos climas frios, mas não aqui em Manaus. Temos um alto consumo de energia com refrigeração”, disse.
A saída para esse problema é a identificação dos coletores de calor, como o asfalto, o concreto, telhados escurecidos, as cores do prédio. “Tudo isso tem que ser bem planejado e com uma boa arborização da cidade. Assim conseguimos reduzir a média de calor da cidade, o consumo de energia elétrica e a emissão de gases que causam o efeito estufa”, explicou.
Outro participante do Painel, o arquiteto Michael Laar, consultor da empresa alemã Inwent, destacou as características de Manaus que devem ser levadas em conta nos projetos arquitetônicos: a radiação solar, a umidade e o calor. “As pessoas tem que estar confortáveis, mas essa idéia tem que andar de mãos dadas com a sustentabilidade. É um mito a idéia de que os custos são elevados. Um projeto bem feito não sai mais caro que um projeto convencional. O acréscimo é em média de 2% a 3%”, afirmou.
Para o Engenheiro Florestal Antônio de Lima Mesquita, Consultor Ambiental do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), só recentemente surgiram empreendimentos preocupados com as certificações da área ambiental. “As empresas estão buscando esses critérios e a mão de obra aqui em Manaus ainda não está totalmente qualificada para a construção sustentável. É necessário que a Academia tenha disciplinas que venham a contribuir com a formação dos profissionais. Ainda é necessário avançar”, avaliou.
Assessoria de Comunicação do Crea-AM
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



