Ensino à distância em cursos de Engenharia Química preocupa conselheiros

O assunto é um dos principais temas da pauta da 2ª Reunião Ordinária da Coordenadoria das Câmaras Especializadas de Engenharia Química do Sistema Confea/CREA.

quarta-feira, 13 de maio, 2015 - 19:19
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Os cursos de Engenharia Química, na modalidade EAD – ensino à distância -, vão ser um dos assuntos mais debatidos na 2ª Reunião Ordinária da Coordenadoria das Câmaras Especializadas de Engenharia Química (CCEEQ), do sistema Confea/CREA, que começou nesta quarta-feira (13), na capital amazonense. A preocupação dos conselheiros é com a qualidade desses cursos e o tipo de profissional que estão formando. “Estão surgindo muitas universidades e faculdades em todo o País, oferecendo curso de Engenharia na modalidade EAD, e se não houver um controle, uma fiscalização eficiente e acompanhamento desses cursos, podem gerar uma grande diferença entre os profissionais formados nos cursos tradicionais (presencial) e nos da modalidade EAD; precisamos discutir isso agora porque poderemos ter um problema muito sério no futuro”, alertou o coordenador nacional da CCEEQ, engenheiro químico Luiz Eduardo Caron, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR). Por esse motivo, foi convidada a reitora da Universidade Anhanguera, de São Paulo, Ana Maria de Mattos Retti, doutora em Engenharia Química, que fará uma palestra aos conselheiros, nesta quinta-feira, sobre o sistema EAD e depois participará de um debate a respeito do assunto. A Universidade Anhanguera oferece diversos cursos em todo o Brasil, por meio do ensino à distância. “Os itens da pauta desta reunião ordinária são muito relevantes para os profissionais da área”, comentou o coordenador-adjunto da CCEEQ, engenheiro químico Rogério Gomes Araújo, do CREA-SC. Ele ressaltou que o trabalho dos conselheiros nesta semana também vai passar pelo registro do profissional em outros conselhos. “Uma das frentes é atuar com uma Assessoria Jurídica para dar amparo aos profissionais que tem registro no CREA, contra outros conselhos que permitem ao profissional de também se registrar, como é o caso do CRQ (Conselho Regional de Química); uma das propostas é que esse parecer jurídico analise as leis voltadas ao registro, garantindo que o engenheiro químico seja um profissional registrado exclusivamente no CREA”, explicou Rogério Araújo. O primeiro dia de reunião teve a participação do presidente em exercício do CREA-AM, engenheiro civil Marco Aurélio de Mendonça (na foto acima, o primeiro da direita para esquerda), que representou o titular da autarquia, engenheiro civil Cláudio Guenka, ausente devido a compromisso oficial. Marco Aurélio abriu os trabalhos destacando o compromisso dos conselheiros na elaboração de recomendações que vão de encontro às problemáticas atuais da Engenharia Química, e encerrou sua mensagem desejando sucesso a todos o participantes. A coordenadora regional do CCEEQ, engenheira química Fátima Geísa Teixeira, ressaltou que o encontro reúne coordenadores dos CREA’s de todas as regiões do Brasil e que, desta forma, todos têm a oportunidade de conhecer as experiências exitosas dos Estados, além de discutir o direcionamento da área.A reunião está sendo realizada na sede da federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), no Centro de Manaus.     Veja trechos das entrevistas concedidas ao Portal do CREA-AM:   Coordenador nacional da CCEEQ, engenheiro químico Luiz Eduardo Caron   Coordenador-adjunto da CCEEQ, engenheiro químico Rogério Gomes Araújo   Coordenadora regional do CCEEQ, engenheira química Fátima Geísa Teixeira   Veja mais fotos AQUI     Acyane do Valle Fotos: Ana Carla Jafra, Rosângela Azedo e Niciane Bianca Edição de áudio: Acyane do Valle     Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]

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