Lançado livro sobre plantas colonizadoras de áreas desflorestadas

Patrocinado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), os livros serão distribuídos em escolas e bibliotecas públicas do Amazonas.

quarta-feira, 20 de maio, 2015 - 16:04
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Pensando em levar o conhecimento de plantas que colonizam as clareiras desmatadas em Urucu, município de Coari (AM), para o meio científico e sociedade, as pesquisadoras do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) Iêda Leão do Amaral, Maria de Lourdes Soares, Francisca Dionízia Matos e a bolsista Carla Luciane Bentes Nogueira, produziram o livro intitulado “Plantas Colonizadoras de Áreas Desflorestadas para Atividades Petrolíferas”. A obra fala sobre 60 espécies de plantas, entre nativas e exóticas, que são comuns em áreas desmatadas na região Amazônica, como Cipó-uma (Fridericia platyphylla), Junco (Eleocharis geniculata), Malva (Urena lobata), Capim de bode (Cyperus luzulae), Pimenta de macaco (Xylopia aromatica) e Maracujá do mato (Passiflora nitida). De linguagem fácil, o livro apresenta imagens e desenhos de estruturas das plantas, bem como as suas características morfológicas. Uma das autoras, a pesquisadora Iêda Amaral, conta que a ideia surgiu dentro do Projeto de Recuperação de Áreas Degradas do Fundo de Recursos Sociais, Ciência e Tecnologia do Setor Petróleo e Gás Natural (CTPetro). “Em meio aos estudos feitos em clareiras surgidas de implementações de poços de petróleo ou para a construção civil nas redondezas de Urucu, podemos perceber que algumas plantas são comuns em áreas desflorestas, e que muitas vezes profissionais e ONG’S erram ao trazer plantas de outras regiões para a Amazônia, pois elas acabam não se adaptando ou se tornando invasoras, por isso a ideia de fazer um livro que sirva de guia e que possa ser utilizado em experimentos de recuperação dessas áreas, apesar de conter um percentual mínimo de espécies introduzidas”, contou Iêda Amaral. A também pesquisadora Maria de Lourdes explicou que qualquer empreendimento feito na Amazônia sempre esbarra em conceitos de sustentabilidade ambiental, por isso as plantas colonizadoras têm grande importância após as implantações de construções. Lourdes ressaltou que é o primeiro livro que faz alusão às plantas colonizadoras na Amazônia. “As 60 espécies reportadas no livro são essenciais para o reflorestamento da Amazônia, pois elas têm sido capazes de sobreviver ou se estabelecer em um ambiente inóspito, como as clareiras do Urucu, advindas de atividades petrolíferas” finalizou Lourdes.     Com informações da Assessoria de Comunicação do Inpa     Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 comunicaçã[email protected]

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