
A importância da Responsabilidade Técnica na área agrícola. Este foi um dos pontos elencados por integrantes do Sistema Confea/CREA e Mútua à Diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil, ao tratarem de questões relacionadas às operações de crédito rural. O encontro foi realizado no último dia 16 e teve como enfoque os créditos relacionados aos serviços de assistência técnica e extensão rural, prestados por profissionais registrados nos CREA’s. Representando o Confea, o chefe de gabinete e engenheiro civil Gilberto Campos argumentou que “requerer o acompanhamento de um técnico pode garantir o bom uso do recurso financeiro”. Nesse mesmo sentido, o presidente do CREA-DF, engenheiro civil e de Segurança do Trabalho Flávio Correia, exemplificou que “um recurso mal aplicado faz a safra não render e no final pode gerar inadimplência”. Ainda de acordo com o presidente do CREA-DF, o Banco do Brasil deve cobrar a apresentação de projetos para liberações de créditos agrícolas, bem como a comprovação de que há um responsável técnico (RT) que cuidará da utilização dos produtos. “O responsável técnico pode evitar que o uso de agrotóxicos em excesso, por exemplo, venha trazer riscos à sociedade”, apontou Flávio. De acordo com o coordenador nacional das Câmaras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO), engenheiro agrônomo Kleber Santos, “há o sentimento dos profissionais de que a responsabilidade técnica muitas vezes não tem sido exigida nas aquisições de créditos rurais”. O gerente da Divisão de Estudos de Mercado do BB, engenheiro agrônomo José Alfredo, falou que “algumas linhas já exigem o registro de um RT, independentemente se é custeio ou investimento agrícola”. A gerente da Divisão de Assessoramento Técnico Rural, engenheira agrônoma Dulcenel Barbosa, explicou que há linhas em que é facultativo apontar o RT, mas destacou que “não há dúvidas que a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) dá amparo no que tange ao respaldo legal, inclusive nos casos de fraudes e faltas éticas”. O conselheiro federal e engenheiro agrônomo Mário Amorim, alertou para a crescente complexidade da área de atuação. “Devemos aportar a responsabilidade técnica no máximo de linhas (de crédito) possíveis, por causa dos riscos”.CRIAÇÃO DE GRUPO DE TRABALHO Nos próximos dias, os representantes das duas instituições irão estudar a criação de um grupo de trabalho, que irá sugerir a alteração de alguns parâmetros nas liberações de créditos, tanto do BB, quanto de outros bancos, dentre eles o Banco Central do Brasil (Bacen). Participaram também da reunião, os assessores do Banco do Brasil e engenheiros agrônomos Frederico Fleury e Leonel Devincenzi e a diretora de Relações Institucionais do Confea, engenheira civil Fátima Có. Com informações do Crea-DF e Confea Foto: blogdojamellow.blogspot.com Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]
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