
Melhor relação custo x benefício, retorno mais rápido do investimento e redução do prazo de entrega da obra, foram as principais vantagens apontadas com a utilização da estrutura metálica de multiandares na construção civil. O assunto foi tema da palestra “Desmistificando a construção metálica vertical”, realizada no último dia 22, pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Amazonas (AEAA) e Medabil Multiandares, com apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM). De acordo com o coordenador de Engenharia da Medabil, Marcel Trescrastro, que ministrou a palestra, ainda é baixa a utilização da estrutura metálica pelo mercado brasileiro da construção, e menos ainda na área de multiandares. “A ideia é começar a difundir entre os profissionais o método e esclarecer alguns mitos que existem em relação à estrutura metálica de multiandares, como resistência ao fogo, como se comporta a construção junto à orla marítima, e como pode ser o desempenho desse método em relação à construção convencional”, explicou. De acordo com Trescastro, a estrutura metálica vertical é pouco usada principalmente devido à formação acadêmica. “A graduação aborda muito superficialmente esse método; existe uma cultura voltada, principalmente, para o projeto estrutural no Brasil pela solução em concreto armado, o convencional”, acrescentou. Entre as diferenças principais, de acordo com o engenheiro, estão a velocidade de montagem, um canteiro de obras mais enxuto, redução de impacto ambiental e um retorno de investimento mais rápido para o construtor. “É possível entregar uma estrutura muito mais rápido do que a convencional, porém, é difícil quantificar por conta das variáveis existentes em cada projeto”, disse. Em relação às vantagens ambientais, o engenheiro destacou que entre os insumos de um processo convencional estão as fôrmas de madeira, o que não acontece em uma construção com estrutura metálica. “A redução é principalmente com madeira e resíduos ´cinza´, estas são as principais na questão ambiental”, afirmou. A montagem também é mais mecanizada do que o processo convencional. “Numa primeira análise, tende a ser mais caro, porém, é importante pensar em todo o empreendimento, pois se consegue ter uma redução no prazo de entrega da obra, canteiro de obras com menos gente e outras variáveis, que representam menos processos para a empresa gerir”, completou o palestrante. O produto vem sendo mais utilizado nas regiões Sul e Sudeste do País. Mas a empresa possui obras no Nordeste e, em Manaus, a estrutura metálica de multiandares da Medabil será usada em duas obras – no condomínio da Hines, no Distrito Industrial, e no Shopping Grande Circular, neste com previsão de início para outubro de 2015 -, ambas já em andamento, conforme informações dos profissionais da empresa. Para adquirir o produto, os interessados deverão entrar em contato com a área comercial da Medabil, pois as estruturas metálicas já vêm prontas,sendo feitas sob medida. “A empresa tem um grande controle com o material que é destinado aos canteiros; qualquer peça só é fabricada depois que o projeto é aprovado, ou seja, as peças não vão para o canteiro para serem cortadas e montadas, não; é feito um cálculo para a estrutura, um projeto específico para aquele empreendimento, compatibilizado com as instalações e bem detalhado”, explicou.A palestra aconteceu no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), localizado no Centro de Manaus, Zona Sul, com participação de quase 50 profissionais e estudantes de Engenharia e de Arquitetura. Texto e fotos Acyane do Valle Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]
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